A Grão Editora e o Aquário Municipal, com apoio da Secretaria Municipal de Educação de Santos, lançam nesta sexta-feira, 27/11, a obra SUB - Viagem ao Brasil Submarino. A autora é a destacada fotógrafa Maristela Colucci. O lançamento acontece às 14h30 no Auditório do Parque Municipal, na Ponta da Praia. Informações: (13) 3273-1888.
Enquanto o mundo se pergunta qual é o futuro do livro, a bela imagem reforça a tese defendida por muitos: o que se tem a discutir é o futuro da leitura. Ou melhor, o presente. Livros em braile, audiolivros, livros eletrônicos, livros de bolso, em caixas de fósforos, livros artesanais, de papel, de plástico, de madeira e os livros vivos, com pessoas contando suas histórias a leitores que ouvem o que se tem pra ser dito. Entre tudo que nasce e se aventa, o fundamental é que o livro e a leitura estejam sempre ao nosso lado. De preferência, bem pertinho, para que todos possam ter, ao alcance das mãos, sua dose diária de prazer, conhecimento, cultura e liberdade.
A revista Rolling Stone deste mês e o Estadão deste sábado (21/11) entram de novo na questão da proibição às biografias no Brasil. As duas publicações trazem uma boa entrevista com o deputado federal Antônio Palocci (PT-SP), autor do projeto de lei que tenta pôr um fim a essa onda tão prejudicial para o negócio do livro, leitores e, em especial, à sociedade. O parlamentar diz que sua proposta, já em regime conclusivo na Câmara dos Deputados, tem boas chances de ser aprovada e que foi resultado de um amplo debate entre editores, autores e especialistas no Blog do Galeno, numa ação direta do Observatório do Livro e da Leitura.
Deputados devem vetar lista de livros para o paredão
Vale recordar: em 2008, a imprensa decidiu transformar em escândalo o fato de escolas particulares continuarem a adotar livros didáticos não selecionados pelo MEC para os programas sociais do livro. Logo a deputada federal Andrea Zito (PSDB-RJ) apresentou projeto de lei para tornar obrigatória a publicação, em Diário Oficial, da lista de livros que teriam sido, segundo o entendimento dela, vetados pelo governo. Esta semana o relator na Comissão de Educação e Cultura da Câmara, Paulo Santiago (PDT-PE) apresentou seu voto pela rejeição da proposta.
As lições do livro Frederick Arthur Bridgman (1847 – 1928) Pintura: A lição de leitura
Nem a intensidade do tempo, nem a força dos costumes, a distância entre continentes... nada é bastante para transformar sentimentos que são comuns a todos os seres humanos. O amor que se ama aqui no Brasil é o mesmo amor que se deseja na França. O sabor de um beijo, a beleza de uma praia ao poente, as estrelas desenhadas no calor dos versos e a candura de uma mãe com seu filho ao colo, embalado-o ao canto da leitura. O mesmo desejo da criança de aprender e de conhecer o mundo e a mesma alegria da mãe, ao ver o filho se tranformando pelo fabuloso poder das palavras mostram que o livro é, definitavamente, um objeto universal, assim como o sentimento humano. E vive, como nós vivemos, à espera de ser reconhecido e de fazer parte de algo maior, como a própria transcendência de suas páginas e de suas histórias.
Brasil Que Lê, a revista eletrônica sobre livro e leitura
A partir de hoje, aquilo que começou como informativo, boletim ou newsletter do Blog do Galeno está de cara nova. O visual ficou mais leve, a seleção das notícias publicadas melhorou e novas seções foram criadas. O título da revista eletrônica será o mesmo que já era usado pela agência de notícias que produz o conteúdo editorial para o Observatório do Livro e Leitura, que é o titular da marca: Brasil Que Lê. A Coluna do Blog do Galeno (www.blogdogaleno.com.br) segue como uma das seções da revista digital, que continuará a trazer notícias sobre o que acontece na semana, informações exclusivas dos bastidores e a opinião sobre a questão do livro e da leitura no Brasil e no mundo. O número de usuários cadastrados para receber, gratuitamente, a revista Brasil Que Lê, toda sexta-feira, já é de 84.483 "assinantes". Uma boa leitura a todos que cuidam da leitura no Brasil!
Na última semana de novembro, momento em que as empresas do mercado de livros estarão dando os últimos retoques em seus planejamentos para 2010, o BNDES dará a boa notícia: está tirando do forno uma nova linha de crédito para as empresas do setor cultural, entre as quais editoras e livrarias. As condições devem ser ainda melhores do que aquelas do BNDES ProLivro, lançado em 2005. Serão atendidos pedidos acima de R$ 1 milhão para financiar desde planos de produção de livros e investimentos em editoras até a instalação e/ou ampliação de livrarias. A conferir.
A Câmara Brasileira do Livro fará no dia 27/11, em sua Escola do Livro, um fórum para apresentar e detalhar o pacote de financiamento para editoras e livrarias que está sendo fermentado no BNDES. O banco vai, por exemplo, aceitar os recebíveis das empresas como garantia para a liberação do crédito. Especialistas do BNDES e do Instituto de Desenvolvimento de Estudos Avançados do Livro e Leitura (Ideall) analisarão os detalhes do programa e as vantagens comparativas em relação aos financiamentos comuns do mercado financeiro. O fórum tem o apoio do Observatório do Livro e da Leitura.
Passo Fundo, palco da mais famosa Jornada de Literatura do País, caminha a passos largos para ter seu Plano Municipal do Livro e Leitura. Perto dali, também no Rio Grande do Sul, Canoas corre na mesma direção. Em várias partes do País, prefeituras estão reagindo com rapidez diante do desafio lançado pelo Ministério da Cultura e Ministério da Educação para que criem seus PMLLs para dar maior institucionalidade às suas políticas do livro e leitura, de acordo com as diretrizes estratégicas estabelecidas pelo Plano Nacional do Livro e Leitura para os próximos anos. É uma boa corrida para o bem.
O Fórum de Literatura e Leitura do Ceará, uma inovação que já gera resultados concretos no Estado, vai ganhar ares de maior institucionalidade. Semana que vem, elege seu primeiro Conselho de Administração. De quebra, também aprovará uma carta com as diretrizes para sua atuação em favor do fortalecimento das políticas do livro e leitura no Estado. Um bom exemplo de iniciativa da sociedade civil.
A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou proposta do deputado estadual Artur Bruno (PT) que prevê a destinação de um vale de R$ 50,00 mensais para os professores da rede estadual comprarem livros. Como não tem força de lei, a indicação seguiu para a mesa do governador Cid Gomes (PSB), que terá 60 dias para dizer se acata ou não. A justificativa do parlamentar é que a medida é essencial para melhorar a qualidade da educação no Estado. Deve, segundo ele, ajudar tanto nas pesquisas e atualização como propiciar uma educação continuada aos mestres. O Ceará já discute a necessidade de eleger, em 2010, uma bancada de deputados do livro. Este, seguramente, é um deles.
Seis anos depois, a proposta da então deputada Esther Grossi (PT-RS) para que toda escola pública ou privada tenha, necessariamente, uma biblioteca escolar, começa a ganhar corpo. Esta semana, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, a matéria (que já fora aprovada pela Comissão de Educação e Cultura). Ainda há um bom caminho a percorrer. Mas um passo importante foi dado.
Pela ideia original de Esther Grossi, a biblioteca escolar deve ter, obrigatoriamente, pelo menos quatro livros por aluno matriculado. Nos EUA, a proposta da Associação Americana de Bibliotecas é de 10 livros por cabeça. Por aqui, quatro seriam só o primeiro passo.O Brasil possui mais de 50 mil bibliotecas escolares - umas muito boas, outras em situação bem precária. O drama é que, para cada escola com biblioteca, há três que não têm.
O Ministério da Cultura resolveu apostar mais fichas na formação de agentes de leitura, um dos eixos estratégicos do Plano Nacional do Livro e Leitura. Entre os 80 Pontões de Cultura selecionados, esta semana, pela Secretaria de Cidadania Cultural do ministério, pelo menos seis unidades funcionarão especificamente como Pontões de Leitura. Pontão, no jargão do MinC, são centros culturais de formação de mediadores.
Pontão de Leitura do Sul, da Câmara Rio-Grandense do Livro(Porto Alegre), Pontão PUC-Rio (Rio de Janeiro), Pontão Palavra Mágica, da Fundação Palavra Mágica (Ribeirão Preto-SP), Pontão Ocão da Leitura, do Movimento Pró-Desenvolvimento Comunitário (Palmeira dos Índios-AL), Pontão Casa do Conto (Fortaleza) e Pontão Ação da Cidadania, da Associação Comitê Rio da Ação da Cidadania (Rio de Janeiro). São esses os seis pontões de leitura selecionados pelo MinC.