As lições do livro

Frederick Arthur Bridgman (1847 – 1928)
Pintura: A lição de leitura

Nem a intensidade do tempo, nem a força dos costumes, a distância entre continentes... nada é bastante para transformar sentimentos que são comuns a todos os seres humanos. O amor que se ama aqui no Brasil é o mesmo amor que se deseja na França. O sabor de um beijo, a beleza de uma praia ao poente, as estrelas desenhadas no calor dos versos e a candura de uma mãe com seu filho ao colo, embalado-o ao canto da leitura. O mesmo desejo da criança de aprender e de conhecer o mundo e a mesma alegria da mãe, ao ver o filho se tranformando pelo fabuloso poder das palavras mostram que o livro é, definitavamente, um objeto universal, assim como o sentimento humano. E vive, como nós vivemos, à espera de ser reconhecido e de fazer parte de algo maior, como a própria transcendência de suas páginas e de suas histórias.