Postado por Galeno Amorim - 14h08
Livros Recebidos
Da editora gaúcha L&PM, o blog recebeu, esta semana, os livros Kaos, de Millôr Fernandes, e Dicionário de Matemática, de Luiz Fernando Cardoso. Kaos é um a peça inédita de Millôr em que três diferentes personagens buscam um sentido para a humanidade. Já o Dicionário é uma ajuda e tanto para quem lida com a matemática no dia-a-dia ou na escola.
Soterrado por livros Foto de David Dalla Venezia Local: França
A imagem ao lado é a reprodução de um trabalho do artista francês David Dalla Venezia. Na tela, pintada em 2007, a exemplo do que acontece em grande parte de suas obras, o pintor reproduz a si mesmo. "É verdade que eles são retratos meus. Porém, por serem retratos de um homem, eles são também retratos de todo homem. O que eu revelo sobre mim é comum a todos; o que eu omito é o que me diferencia deles", diz em sua página na internet. Na certa, para Venezia, todos os homens gostariam de ser vítimas de um deslizamento de livros.
Notas do blog em clipping eletrônico PublishNews - 30/4/2008
Na semana que passou, o blog foi duas vezes notícia no PublishNews, o mais importante clipping para o mercado editorial brasileiro. Foram reproduzidas notas sobre a instalação de 600 pontos de leitura, pelo MinC, até o final do ano e também sobre a criação de uma comissão permanente para debater a situação da leitura e das bibliotecas públicas em Fortaleza (CE).
Notícia do blog no Boletim PNLL Boletim PNLL - 28/4/2008
O resultado do concurso BiblioFilmes – Livros, Bibliotecas, Acção!, que foi notícia no blog, ganhou destaque na última edição do boletim eletrônico do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).
O blog foi tema da coluna Mondo Livro, um blog sonoro sobre literatura que vai ao ar na Rádio Guarani, em Belo Horizonte (MG), apresentado pelo idealizador do projeto Sempre Um Papo Afonso Borges. O programa falou sobre o papel do blog na divulgação de iniciativas de fomento ao livro e à leitura no Brasil e no mundo.
Estadão destaca "movimento de reação" do blog O Estado de S. Paulo - 27/4/2008
Em reportagem sobre o projeto de lei que pretende modificar o artigo do Código Civil que permite retirar de circulação biografias sobre figuras públicas, publicada no Caderno 2 de domingo, o jornal O Estado de S. Paulo chamou de "movimento de reação" o debate gerado no blog em torno da proibição dos livros.
Ancelmo Gois destaca notícia do blog Ancelmo.com - 25/4/2008
O projeto de lei favorável à publicação de biografias no Brasil, que o deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) deve apresentar nos próximos dias e que vem sendo repercutido pelo blog, foi destacado em um post no site do jornalista Ancelmo Gois no Globo.com.
Postado por Galeno Amorim - 20h19
Lei das Biografias: debate esquenta
Do autor do proibido livro Roberto Carlos em Detalhes, Paulo Cesar de Araújo, a Fernando Morais, outro escritor com problemas semelhantes com a Justiça. Do presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Muniz Sodré, ao ex-ministro da Educação e membro da Academia Brasileira de Letras Eduardo Portella. Do jornal Estadão à coluna do jornalista Ancelmo Gois, de O Globo. Todo mundo entrou na discussão sobre o projeto de lei que será apresentado nos próximos dias pelo deputado Antônio Palocci (PT-SP) na Câmara dos Deputados. A União Brasileira dos Escritores (UBE) iniciou uma discussão interna e vai se pronunciar formalmente em breve.
E você, o que pensa sobre isso? Participe do Fórum de Debates Uma Lei pelas Biografias, clicando no canto direito da página. Veja o que já disseram a respeito.
O deputado Chico Lopes (PCdoB-CE) apresentou projeto de lei na Câmara dos Deputados para tornar obrigatória a adoção de livros didáticos por um período mínimo de três anos nas escolas do Ensino Fundamental e Ensino Médio da rede privada. Nesse período, de acordo com a proposta, não seriam permitidas novas edições que modifiquem o conteúdo das obras. A idéia é proibir também a adoção de livros consumíveis e descartáveis como material didático. O objetivo, segundo ele, é evitar que os pais gastem mais do que devem com material escolar.
Postado por Galeno Amorim - 21h06
Mais dinheiro para a leitura
A ONG Contas Abertas deu, esta semana, a boa notícia: o programa Livro Aberto, onde o Ministério da Cultura e o MEC concentram vários de seus projetos que integram o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), já gastou, nos três primeiros meses de 2008, mais que em todo o ano passado. Até 12/4, foram usados R$ 11 milhões para instalar bibliotecas e R$ 2,1 milhões para manutenção desses equipamentos. R$ 810 mil foram para a modernização de algumas delas (66 foram beneciadas em 2007, número que deve subir para 400 este ano). Trocando em miúdos: em 2007, o Livro Aberto consumiu só R$ 12,6 milhões dos 41 milhões autorizados. Já este ano foram, até meados de abril, R$ 15,6 milhões.
Postado por Galeno Amorim - 19h53
O que pesa na hora de comprar um livro?
O que mais conta na hora de escolher o livro que comprar é o tema que ele aborda. Sete em cada dez leitores agem assim. O autor da obra aparece em segundo lugar, mas bem distante, com apenas 8% das indicações. O preço da obra vem ainda depois disso. Este é o resultado da enquete da quinzena, feita entre os leitores do blog. Confira o resultado completo clicando no canto superior direito da página. E participe da nova enquete, que quer saber sobre a ida dos leitores a bibliotecas públicas.
Postado por Galeno Amorim - 19h52
Livreiros que estão no limbo
Livrarias de médio porte começaram a chiar contra a legislação que beneficia as micro e pequenas empresas do setor nas licitações de governos. Elas reclamam que ficaram espremidas entre os benefícios para as menores e a concorrência com as grandes, que têm condições de reduzir seus preços com ganhos de escala. Milena Duchiade, da Associação de Livreiros do Rio de Janeiro, diz que as vantagens concedidas aos pequenos nas compras até R$ 80 mil (expressivas no caso de livros) estão deixando as médias de fora da festa. E correm, adverte ela, o risco de voltarem a ser pequenas.
Postado por Galeno Amorim - 16h10
Senado define papel de Conselho em políticas do livro
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado indicou o senador Cesar Borges (PR-BA) para ser o relator do projeto de lei da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), que pretende conferir ao Conselho Nacional de Educação para maior poder para influir nas políticas nacionais do livro didático. Pela proposta, que tramita há dois anos pela Casa, a Câmara de Educação Básica do CNE passaria a ter poder para deliberar sobre essas políticas e mesmo colaborar em sua execução.
Mileide: "direitos individuais com liberdade de escrita"
De Mileide Flores, líder dos livreiros do Ceará: "Vem em boa hora a iniciativa do Deputado Antonio Palocci em colocar em discussão os excessos em torno das publicações de biografias no Brasil. A Lei das Biografias, que rogo que passe por todos os trâmites com sucesso, é um exemplo de como deve ser tratado, em um país democrático, a liberdade da escrita, salvo o resguardo, por um lado, dos direitos individuais, e por outro, do direito da sociedade, num século consagrado como o do conhecimento.
Postado por Galeno Amorim - 14h40
Câmara de Fortaleza e o zelo pelas bibliotecas
O Ceará, que quase sempre tem saído à frente de outros estados em questões de políticas públicas do livro e leitura, dá, de novo, o exemplo. A Câmara Municipal de Fortaleza acaba de criar uma comissão permanente para debater a situação da leitura e das bibliotecas públicas na cidade. O primeiro encontro será nos próximos dias.
Muniz: "proibir é retrocesso das liberdades civis"
Do presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Muniz Sodré, sobre a Lei das Biografias: "No referente à liberdade de expressão, estamos vivendo tempos paradoxais. De fato, na mesma época em que se multiplicam os artefatos informacionais, parecem encolher-se as possibilidades de livre manifestação de opiniões ou pontos de vista. Para mim, trata-se de uma crise do espaço público, portanto, do conceito de uma zona discursiva em que circulam palavras e debates, destinados a conformar racionalmente uma posição coletiva sobre algo. Éste é o conceito tradicional de esfera pública, que se choca com a realidade atual de esfera técnico-publicitária, cujo espírito profundo é o da neutralização de diferenças, logo, de tudo aquilo que possa provocar o contraditório. Um artista permite-se proibir a sua biografia, porque não se considera pessoa pública (que de fato é), e sim pessoa publicitária. Isso é um retrocesso na história das liberdades civis. A legislação preventiva de calúnia, injúria e difamação está para ser invocada, em caso de necessidade. Agora, proibir o ponto de vista do Outro sobre si mesmo é desconhecer que cultura implica esse ponto de vista alheio, que o reconhecimento de si mesmo passa necessariamente pelo Outro."
Postado por Galeno Amorim - 19h33
Menalton: uma reflexão ética fundamental
Do escritor Menalton Braff, vencedor do Prêmio Jabuti 2000, sobre a Lei das Biografias: "Não me ponho a falar sobre as bases jurídicas do caso porque não é minha área, mas há uma reflexão ética (que, aliás, já está no projeto de lei) que se deve reforçar: Qualquer pessoa tem o direito à salvaguarda de sua privacidade, se a vida que escolheu não implique o trato com o público ou dele não dependa. É interessante o caso de pessoas que sempre se expuseram, com suas intimidades, quando isso lhes convinha. Geralmente pessoas que vivem da política, das artes e dos esportes, cujo nome tem necessidade de circular, de ser veiculado para que se mantenham seus ganhos. De uma hora para outra, uma pessoa dessas resolve que sua vida não interessa a ninguém. Mas como, se a vida toda sobreviveu exatamente provocando o interesse do público para suas questões particulares?! Isso seria utilização de informações de interesse geral e manipulação da opinião pública tudo em proveito próprio. Não me parece ético agir assim. Se a pessoa não quer se expor, que escolha uma vida voltada apenas para seus assuntos particulares, um tipo de vida que não dependa da publicidade."
Postado por Galeno Amorim - 19h13
Antonieta: "resistência estranha às biografias"
De Maria Antonieta da Cunha, presidente da Fundação de Cultura de Belo Horizonte e especialista em leitura, sobre a Lei das Biografias: "Considero um avanço extraordinário. No Brasil há uma estranha resistência às pesquisas biográficas, como se os biografados fossem intocáveis e precisassem aparecer como santos . E ainda há, em certos casos, um desejo de monopólio de informações. De fato, a mudança contribui com a liberdade de expressão e como direito à informação."
Postado por Galeno Amorim - 19h09
Feith: "caso Roberto Carlos é unico no mundo"
Do editor Roberto Feith, vice-presidente do Sindicato Nacional de Editores de Livros, sobre a Lei das Biografias: "Houve um agravamento das limitações das biografias sem explicações. O caso envolvendo Roberto Carlos foi único no mundo, pois não havia inverdades." Segundo ele, há dois princípios não contemplados na lei atual: a diferença entre o direito de privacidade de pessoas públicas e de privadas, e a proteção para que o autor possa escrever sobre figuras conhecidas sem o receio de haver punição. Para o editor da Objetiva, é também é preciso cuidado com o poder de ação de herdeiros.
Postado por Galeno Amorim - 19h09
Paulo Cesar: "impedidos de publicar a verdade"
Do escritor Paulo Cesar de Araújo, autor do proibido Roberto Carlos em Detalhes, sobre a Lei das Biografias: "Esta alteração do Código Civil representará um grande avanço porque, no caso de biografias, parece que estamos impedidos de publicar até mesmo informações indiscutivelmente verdadeiras e sabidas por todos. Por outro lado, acho que o problema não é apenas da jurisprudência atual, mas de interpretações equivocadas que dela são feitas. A rigor, se a lei fosse devidamente observada, meu livro não estaria hoje proibido."
Postado por Galeno Amorim - 19h09
Fernando Morais: França é exemplo de civilização
Do escritor Fernando Morais, que também teve problemas com a Justiça por causa de uma biografia: "As ameaças que temos sofrido (Ruy Castro com Garrincha, Paulo César com Roberto Carlos e eu com Ronaldo Caiado, para falar só de casos mais notórios) desestimulam autores e editores. É uma trava não para quem escreve (é fácil arranjar bons assuntos a salvo de descendentes), mas para quem lê. Não se pode privar a população de ler sua própria história em nome da subjetivíssima opinião dos tataranetos dos protagonistas." Fernando aponta um exemplo que considera digno: a decisão da corte suprema francesa condenando com alta multa a filha de um personagem que tentara proibir uma biografia dele. "Isso é civilização."
Do especialista em políticas do livro, Felipe Lindoso, sobre a Lei das Biografias: "O comentário do Elmer Corrêa Barbosa, ex-diretor do Departamento Nacional do Livro da Biblioteca Nacional na gestão FHC, é equivocado. Ninguém autoriza matérias em revistas e jornais, pois isso é um dos motores da fama. As biografias corretas, pesquisadas - e é delas que falamos e elas são o objeto da lei do deputado Palocci - são parte da expressão do pensamento e delas reclama quem quer posar de anjo. Se por acaso houver injúria, calúnia ou difamação (ou seja, mentiras), cabe processar o autor, mas acho que esse é um direito personalíssimo que não se transmite para herdeiros e advogados picaretas."