Abrelivros - 19/6/2008 A Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros) reproduziu duas notícias do blog. Uma delas, sobre o Congresso Ibero-Americano de Editores, que acontece em agosto, em São Paulo, foi publicada em seu boletim eletrônico. A outra nota, sobre o projeto de lei que prevê a obrigatoriedade do uso de papel reciclado na produção de livros, foi publicada em sua página na internet.
PublishNews - 19/6/2008 Na semana que passou, o blog foi três vezes notícia no PublishNews, o mais importante clipping para o mercado editorial brasileiro. Foram reproduzidas notas sobre o projeto de lei que prevê a obrigatoriedade do uso de papel reciclado na produção de livros no Brasil, sobre os aprovados no concurso público aberto pelo Ministério da Cultura para a Biblioteca Nacional e a Funarte e sobre a reação contra a ameaça à lei do preço único na França.
De trilhos e idéias Foto de Elza Fiúza/Agência Brasil Local: Taguatinga (DF)
Entre uma viagem e outra, um momento para se conhecer novos mundos. Assim, graças a mais uma iniciativa que decidiu levar o mundo dos livros para o interior de uma estação de metrô, mais pessoas têm sucumbido aos encantos de um momento de leitura. A qualquer hora do dia, a caminho de casa, do trabalho. Há sempre um bom motivo para se conhecer uma nova história. Às vésperas do seu aniversário de 50 anos, Taguatinga foi mais uma cidade do Distrito Federal a ganhar de presente o espaço Cultural Mala do Livro. A iniciativa coloca a disposição da população um acervo literário variado com o objetivo de estimular a leitura e a mudança cultural. Os próprios usuários são os fiscais, mantenedores e alimentadores do projeto.
Uma constatação que continua a surpreender muita gente que anda vasculhando as minúcias da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em maio pelo Instituto Pró-Livro: quem mais influencia na formação dos leitores do futuro não é o professor, mas sim as mães. Entre as crianças, por exemplo, essa é a resposta de três em cada quatro entrevistados, um número que é ainda mais alto nas regiões Norte e Nordeste. O pai, coitado, aparece em terceiro lugar...
Está previsto para agosto, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o lançamento do livro Retratos da Leitura no Brasil, com os principais resultados da pesquisa de mesmo nome e textos com análises de alguns dos mais importantes especialistas no tema no país. Jorge Werthein, Maria Antonieta da Cunha e Moacyr Scliar são alguns dos autores. A obra será uma co-edição entre o Instituto Pró-Livro e a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, que me convidaram para ser o organizador da obra. Quem tiver pressa e não puder esperar, pode baixar os principais dados da pesquisa (mas sem os capítulos do livro) no site do Instituto Pró-Livro (www.prolivro.org.br).
Quem deixou, esta semana, o Ministério da Cultura foi o secretário nacional de Articulação Institucional, Marco Acco. Ex-secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Acco era, entre os assessores mais próximos do ministro Gilberto Gil, o maior entusiasta das políticas públicas do livro e leitura. Ele, que inclusive já trabalhou em biblioteca, sempre defendeu que o ministério deveria dar mais atenção ao livro. Mas diz que sua saída não deve representar nenhuma perda para o mundo do livro, tema que o MinC passou a dar mais importância só no segundo mandato de Lula. De qualquer forma, é uma pena: é mais um amigo do livro que deixa o governo.
Marco Acco, que até aqui vinha dando o tom às ações do Programa Mais Cultura para a área do livro e leitura, era quem estava articulando junto ao Congresso e às outras áreas do governo, principalmente o Ministério da Fazenda, a criação do Fundo Pró-Leitura, contribuição compulsória de 1% sobre os negócios do livro no país oferecida pelo mercado em troca da desoneração fiscal, ocorrida em 2004. Uma impressão muito pessoal do agora ex-secretário, que pretende passar algumas semanas com a família em Santa Catarina e, em seguida, retomar o doutorado nos EUA: ele acredita que o melhor caminho para instituir o Fundo é mesmo o Legislativo.
Quase 200 escritores vão dividir a autoria do livro coletivo que a Câmara Brasileira do Livro vai lançar na Bienal Internacional do Livro, que acontece em agosto, em São Paulo. Eles ajudaram a escrever os 18 capítulos da obra, iniciada a partir de um primeiro texto assinado pelo gaúcho Moacyr Scliar, da Academia Brasileira de Letras. A obra coletiva integra o projeto Livro de Todos, mote criado pela agência paulistana DM9 e que terá sua versão impressa em papel lançada na Bienal.
Só para registro: a Fundação Feira do Livro acaba de me convocar para ser o patrono da 9ª Feira Nacional do Livro, que acontecerá em Ribeirão Preto (SP) em junho de 2009. É, evidentemente, uma honra ocupar o posto, onde já estiveram autores da cidade (e que brilham nacionalmente) como Menalton Braff, Melhem Adas, Luiz Puntel, Isaías Pessotti, Lucília Junqueira de Almeida Prado, Edward Lopes e, mais recentemente, o ex-ministro Saulo Ramos, há meses nas listas dos livros mais vendidos no país. Em retribuição à gentileza, começo a colocar em prática, nos próximos dias, um calendário de atividades para os próximos 12 meses. Ele inclui visita às 80 bibliotecas abertas a partir de 2001 (quando fui secretário municipal de Cultura), percorrer escolas, clubes de serviços e os bairros para palestras sobre o papel da leitura e, ainda, falar semanalmente no rádio, jornal, revista e tevê sobre o tema. E algumas outras ações para ajudar a semear os livros pela cidade, que já lê, em média, 9,7 livros por habitante/ano.
Postado por Galeno Amorim - 16h13
Os caixeiros viajantes do livro
A Associação Brasileira de Difusão do Livro vai divulgar em agosto um estudo que mostra o avanço da venda de livro porta-a-porta no país. A presença desse tipo de varejo, especialmente em pequenas cidades e nos estados do Norte e Nordeste, tem sido uma mão na roda para fazer o livro chegar aonde o povo está. Constituem um pequeno exército de autênticos caixeiros viajantes da leitura, que estão por toda parte. Quase invisíveis, operam como formigas, a espalhar livros à mão cheia para fazer o povo pensar, como escreveu um dia o poeta Castro Alves. A bem da verdade, esses soldados do livro ainda não têm o devido valor. Os números da pesquisa de mercado encomendada pela ABDL serão apresentados durante a 15ª Convenção Nacional dos Difusores do Livro, que acontece nos dias 12 e 13/8, em São Paulo, junto com a Bienal Internacional do Livro.
Acaba de sair no Diário Oficial da União a nomeação de 52 candidatos aprovados no concurso público aberto há dois anos pelo Ministério da Cultura para a Biblioteca Nacional e a Funarte. Na BN, 27 das 84 novas funções de nível superior que haviam sido autorizadas não puderam ser preenchidas na época, o que, enfim, agora acontece. Isso é importante para consolidar o papel e a vocação da Biblioteca Nacional, uma das maiores do mundo, como grande responsável pelo patrimônio do livro brasileiro.
Prefeitos e representantes de 200 municípios brasileiros tomaram a Biblioteca Nacional, no Rio, nesta terça-feira (17/6), para uma festa diferente. Foram participar da cerimônia de entrega de mais 300 bibliotecas públicas. Cada um deles foi aquinhoado com um kit composto por 2 mil livros, armários, computador e software de gestão. Muitos saíram bastante emocionados. Agora, faltam 328 cidades (ou 5,8% do total do país) que ainda não possuem esse serviço público essencial. Em 2003, esse déficit era de 1.173 municípios sem o equipamento.
Postado por Galeno Amorim - 21h12
França reage contra ameaça à lei do preço único
Os defensores da adoção da lei do preço único para o livro no Brasil comemoram a decisão da Assembléia Nacional da França de rejeitar a proposta que pretendia reduzir o prazo de vigência dessa legislação naquele país, onde foi criada justamente para proteger os livreiros independentes. Uma ampla campanha que contou com a participação de todos os elos da cadeia produtiva do livro, incluindo o todo-poderoso Sindicato dos Editores, reagiu prontamente e impediu que a emenda apresentada por um deputado para suavizar a chamada Lei Lang fosse aprovada. Ao final, até o ministro da Cultura veio a público congratular-se com os parlamentares pelo que chamou de sábia decisão. Segundo ele, ao proibir descontos predatórios a lei preserva a saúde das livrarias independentes e o acesso dos leitores a toda criação literária da França.
Deputados agora falam em livro ecológico facultativo
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados resolveu dar outro rumo ao projeto de lei do deputado Eliene de Lima (PP-MT) que previa a obrigatoriedade do uso de 30% de papel reciclado na produção de livros no país. Pressionada pela indústria de papel e celulose, pelos editores de didáticos e pelo Ministério da Educação, que previram o caos nos programas governamentais do livro em caso de aprovação do texto original, a relatora Rebecca Garcia (PP-AM) achou melhor recuar. E mudar a essência da proposta do colega de bancada. Agora, em vez da obrigatoriedade do reciclado - o que a parlamentar continua a defender -, as empresas que utilizarem a matéria-prima ecologicamente correta seriam beneficiadas com juros bancários menores nos empréstimos em bancos oficiais. O prazo para apresentação de emendas ao substitutivo da relatora começou a contar a partir desta segunda-feira (16/6).