Leão de biblioteca Foto de Kevin Hawkes Local: Espanha
Nada de rato. Se depender da história contada no livro León de Biblioteca, de Michelle Knudsen, é o Rei da Selva quem vai dominar o ambiente leitor. E a bela ilustração ao lado, assinada por Kevin Hawkes, já dá uma prévia do assunto. A obra narra uma situação, no mínimo, inusitada: a amizade entre uma bibliotecária e o leão em uma biblioteca.
Os posts que mais repercutiram Brasil que Lê - Agência de Notícias - 28/8/2008
Alguns temas postados no blog ou que circularam na última edição na newsletter do blog repercutiram, nos últimos dias, em algumas publicações do mundo do livro. Uma notícia sobre o manifesto pela volta da Secretaria do Livro e Leitura saiu no site da Câmara do Livro do Rio Grande do Sul. Esse mesmo veículo também reproduziu uma nota sobre o apoio de entidades à releição na CBL. Já a Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros), em sua página na internet, publicou notas do blog sobre políticas do livro didático e sobre o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). Por fim, o clipping eletrônico PublishNews reproduziu uma notícia do blog sobre o interesse dos argentinos pela literatura brasileira.
Secretaria do Livro e Leitura: mobilização continua
Agora empossado ministro da Cultura no lugar de Gilberto Gil, Juca Ferreira acena que pretende acertar de vez a questão do livro e leitura, que ficou um tanto quanto perdida desde o fechamento, em 2003, da Secretaria Nacional do Livro e Leitura. A desativação se deu pouco depois da morte do seu último ocupante, o poeta Waly Salomão, que sonhava com uma fundação que abrigaria as áreas do livro, leitura e bibliotecas (incluídos aí a Biblioteca Nacional e o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas). Muita coisa foi feita em torno do tema de lá para cá, mais por entusiasmo do que por ser tarefa institucional – o que significa, portanto, um alto risco de sumir sempre que houver uma mudança de governo, de ministros ou de humor. Se você acha que a área do livro e leitura merece – como, afinal, acontece com todas as outras – ter assento no primeiro escalão do Ministério da Cultura com a recriação da Secretaria Nacional do Livro e Leitura, mande seu e-mail para o novo ministro (juca.ferreira@minc.gov.br).
Como não costuma ser muito fácil dentro do governo simplesmente ampliar o número de secretarias em qualquer ministério (depende de um decreto presidencial e muita lábia para convencer os donos da chave do cofre), caso decida realmente reabrir a Secretaria Nacional do Livro e Leitura, o novo ministro da Cultura tem alguns caminhos para isso. O mais natural de todos é recorrer a uma antiga idéia que ele próprio acalentou por um bom tempo: transformar uma das seis atuais secretarias da pasta na Secretaria Nacional do Livro e Leitura. Juca, que sempre achou um erro ter fechado a pasta do livro, chegou a cogitar, tempos atrás, que a Secretaria de Políticas Culturais, comandada por Alfredo Manevy, deveria ser um braço da secretaria-executiva. Agora que é ministro e acaba de convidar Manevy para assumir o cargo de secretário-executivo do ministério, o novo ministro está com a faca e o queijo nas mãos. E pode fazer a sigla SPC virar SLL.
O atual secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura, José Castilho Marques Neto, que também preside a Fundação Editora Unesp, é o candidato mais forte para ser o próximo secretário nacional do Livro e Leitura, cargo que já foi ocupado, no passado, pelo professor Otaviano de Fiori (últimos anos do governo FHC) e pelo poeta Waly Salomão (primeiro ano do governo Lula).
Os dirigentes das entidades que formam a cadeia produtiva do livro compareceram em massa na posse do novo ministro da Cultura, Juca Ferreira, que aconteceu nesta quinta-feira (28/8), em Brasília. Foi bastante concorrida tanto a posse no Palácio do Planalto quanto a transmissão do cargo, que ocorreu em seguida na Funarte. Governadores, ministros, lideranças e personalidades do mundo cultural estavam lá. Os dirigentes do mundo do livro estão convencidos de que os próximos dois anos e meio serão altamente positivos para o setor. Ao receber os cumprimentos da presidente da Câmara Brasileira do Livro, Rosely Boschini, o novo ministro fez questão de dizer que será um bom parceiro.
O presidente Lula citou algumas vezes a palavra biblioteca em seu discurso na posse do seu novo ministro da Cultura. E deu prazo até o dia 31/12/2010 para Juca Ferreira tirar do papel as ações anunciadas no ano passado por ocasião do lançamento do programa Mais Cultura e tornar aquelas metas algo real. Isso inclui a abertura de 4 mil pontos de leitura, revitalização de 5 mil bibliotecas municipais, o vale-cultura (ou vale-livro, para quem atua no ramo) e a edição de livros a preços populares.
Assessores do governo deram o tom errado em pelo menos um dos discursos de ontem na cerimônia de posse de Juca Ferreira no Ministério da Cultura. Fizeram uso dos dados de 2000 da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil para analisar e dar números sobre o comportamento leitor da população. Ninguém avisou, mas nos últimos três meses saíram cerca de mil notícias e artigos em todos os jornais, revistas, rádios, televisões e sites do País anunciando e discutindo os novos números da pesquisa, encomendada pelo Instituto Pró-Livro ao Ibope, apresentados em maio em Brasília – inclusive com a presença de Juca.
Mais um livro foi parar nas mãos dos juízes. Dessa vez, foi A Usina da Injustiça – Como um só Homem está Destruindo uma Cidade Inteira, de Ricardo Tiezzi, publicado pela Geração Editorial. O juiz da 2ª Vara Cível de São Paulo proibiu a comercialização dos exemplares da obra. Embora ainda seja possível recorrer, o editor Luiz Fernando Emediato passou esta quinta-feira avisando livreiros e distribuidores para interromperem imediatamente as vendas e devolverem os exemplares consignados. O livro traz uma reportagem-denúncia sobre a CSN em Volta Redonda (RJ) e o prefácio é assinado pelo deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP).
Convido os leitores do blog e amigos para o lançamento dos livros Retratos da Leitura no Brasil e São Jorge e o Dragão na próxima quarta-feira (3/9), às 11h, na abertura da Feira do Livro de Sertãozinho (SP), onde estarei na próxima semana (depois de ter sido o patrono da festa no ano passado). Do primeiro, lançado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Instituto Pró-Livro, sou o organizador da obra, que tem capítulos assinados por alguns dos mais brilhantes especialistas no tema no País. O segundo, editado pela Callis, é um infantil, que reconta a lenda catalã que deu origem à festa do livro e a singela troca de livros e flores entre homens e mulheres nos meses de abril.
Só 6% dos argentinos se interessam pela literatura brasileira
Deu na pesquisa realizada pela consultoria Graciela Romer & Associados: os argentinos admiram e desejam estabelecer boas parcerias com o Brasil nas mais diversas áreas, da economia à cultura. O interesse pela cultura brasileira é preponderante quando o assunto é música, que aparece com estupendos 37%. Já a televisão vem a seguir com 10%. Sinal de que governo e entidades precisam se mexer mais no caso dos livros: a literatura brasileira só interessa a 6% deles.