O Ministério da Cultura pretende repassar, em 2009, recursos para financiar as atividades dos comitês regionais do Proler que forem encaminhadas à Coordenadoria Nacional do Livro e Leitura, via Fundação Biblioteca Nacional. O MinC já colocou até no orçamento do próximo ano uma rubrica para esse tipo de investimento. Aos poucos, as atividades de fomento à leitura vão ganhando espaço nas políticas culturais da pasta.
Os posts que mais repercutiram Agência Brasil Que Lê - 4/12/2008
Alguns temas postados no blog ou que circularam na última edição da newsletter do blog repercutiram, nos últimos dias, nas principais publicações do mundo do livro. Notas sobre o encontro do Proler, sobre a campanha de leitura organizada por um shopping de São Paulo, sobre o projeto para desonerar micros e pequenos editores e livreiros optantes do Simples e sobre o Dia da Leitura, comemorado em Ribeirão Preto (SP), foram reproduzidas. Notícias sobre o Encontro Nacional de Agentes de Leitura dos Territórios da Cidadania, realizado no Rio de Janeiro, e sobre uma apresentação que circula internet, com as mais belas livrarias no mundo, também ganharam destaque.
A Associação Nacional de Livrarias vai divulgar, nos próximos dias, a estimativa de vendas de livro no varejo em 2008 no Brasil. Os dados estão sendo levantados em 40 livrarias, que representam 400 pontos de venda. E promete divulgar, no início de 2009, outro estudo, sobre o consumo de livros entre as famílias brasileiras (feita a partir de uma releitura dos dados coletados pelo IBGE para a pesquisa sobre orçamento familiar). A iniciativa recebeu o apoio da CBL, Snel, AEL, Instituto Pró-Livro, ABDL, CRL e ABDR. A ANL aproveitou seu jantar de confraternização de final de ano para anunciar os destaques escolhidos pelos livreiros em 2008 pelo bom relacionamento com os varejistas do livro: são eles as editoras Vozes e Gente e as distribuidoras Catavento e Disal.
Um ano e meio depois de designado para relatar o projeto de lei do seu companheiro de partido Fábio Souto, da Bahia, o deputado federal Mussa Demes (DEM-PI), que faleceu em novembro, não chegou a dar o parecer sobre a proposta para permitir deduzir do Imposto de Renda os gastos com livros escolares. A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara Federal, onde a matéria se arrasta desde março de 2007, decidiu, agora, nomear um novo relator. É o deputado Eduardo Amorim (PSC-SE).
Brasileiros, de olho nas bibliotecárias americanas
O acordo entre a Câmara Brasileira do Livro e a Apex, órgão do governo brasileiro encarregado de incrementar as exportações nacionais, continua a dar bons frutos. Duas dezenas de editoras locais estão agora no México para participar da Feira do Livro de Guadalajara, porta de entrada dos livros latino-americanos nos Estados Unidos. Não bastasse ser o México um bom comprador de livros brasileiros, é lá que bibliotecárias americanas e canadenses vão às compras, nesta época do ano, para se abastecer de obras de língua espanhola e portuguesa. De olho nesse mercado, a CBL não perdeu tempo. Organizou, no meio da semana, um jantar só para elas.
O presidente Lula ficou particularmente emocionado esta semana, em Brasília, durante a entrega das 15 medalhas de ouro para os melhores colocados na primeira Olimpíada de Língua Portuguesa. E não só ao ouvir histórias como a da menina Vânia de Lara, de 15 anos, de Rio Brilhante (MT), que se inspirou no cotidiano do próprio pai, que é cortador de cana, para fazer um relato sobre o lugar em que vive. É que foi o próprio Lula, ao receber no mesmo local, em 2006, o Manifesto do Povo do Livro, que desafiou o Ministério da Educação a realizar uma grande olimpíada da leitura, a exemplo do que já fazia com a Matemática. O secretário-executivo José Henrique Paim estava lá. Disciplinado como é, anotou a demanda, acionou rapidamente parceiros da iniciativa privada e a resposta não tardou: 6 milhões de estudantes participaram de Norte a Sul. Nomões como Nélida Piñon, Ignácio de Loyola Brandão e Arnaldo Antunes estavam lá para conferir. É bom para a vida nacional quando esse tipo de coisa acontece.
A literatura no meio digital começa a ocupar mais e mais espaço no Brasil. O noticiário da imprensa tem dedicado uma generosa atenção ao assunto. E tanto escritores como editoras e outras empresas com foco voltado para esses novos suportes - que há mais tempo amplia sua presença nos mercados de países ricos - já ensaiam a organização de pequenos eventos temáticos. Um desses é o que o que o site LivroClip fará no dia 17/12, em São Paulo, sobre literatura digital - provavelmente, deve ser o primeiro no País. O LivroClip, por sinal, já converteu 150 conhecidas obras da literatura em mídia digital. É o projeto Animadas Letras Paulistas, que anda transformando autores como Monteiro Lobato, Mário de Andrade, Álvares de Azevedo, Hilda Hilst e Raduan Nassar em animações virtuais que começam a chegar às escolas.
Brasil e Argentina vão trocar experiências sobre políticas do livro
Livro e Literatura, Cooperação Entre Bibliotecas e Direitos Autorais & Direitos Conexos ganharam capítulos próprios no programa firmado entre os governos do Brasil e Argentina para a troca e o compartilhamento de experiências públicas. O convênio para intercambiar políticas bem sucedidas de cada um deles nesses e em outros temas culturais foi assinado nesta terça-feira (2/12), no Rio. Estavam lá o presidente da Funarte, Sérgio Mamberti, e representantes dos ministérios da Cultura e Relações Exteriores dos dois países. Os argentinos estão particularmente interessados em conhecer melhor o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).
Um show de música a partir de obras literárias. Essa era a proposta de um grupo de pesquisadores e músicos paulistas que acabou, enfim, dando samba. O espetáculo estréia nesta quarta-feira (3/12) à noite no Sesc Pompéia, em São Paulo. Diálogos Sonoros é o nome do projeto, a partir do livro Mãe da Mãe de Sua Mãe e Suas Filhas, da escritora goiana Maria José Silveira. Os textos serão lidos e comentados pela professora de Literatura Susanna Ventura, que é uma das curadoras. A direção é de Márcia Accioly e Susanna Ventura.
Teve início, nesta terça-feira (2/12), no Rio, o tradicional Encontro Nacional do Proler, que entra em sua décima terceira edição. A programação de três dias de muita reflexão objetiva também a formação dos dirigentes dos comitês regionais. Trata-se de um abnegado grupo de autênticos militantes da causa da leitura que se espalham pelo País inteiro. Foram eles que resistiram bravamente e garantiram a sobrevivência do Proler, mesmo nos piores momentos, quando ele foi tratado a pão e água pelo governo. Esta é uma bela demonstração de vitalidade dessa saudável combinação entre representantes de governos locais, especialistas e voluntários. Uma boa notícia: a nomeação de um Conselho Consultivo para o Proler, presidido pela competente Marisa Lajolo. E a outra: a participação dos coordenadores dos comitês (pelo menos 43 dos 50 confirmados) voltou a ser integralmente custeada pela Fundação Biblioteca Nacional. Como já foi no passado. E como, afinal, tem que ser mesmo.
Um show de música a partir de obras literárias. Essa era a proposta de um grupo de pesquisadores e músicos paulistas que acabou, enfim, dando samba. O espetáculo estréia nesta quarta feira (3/12) à noite no Sesc Pompéia, em São Paulo. Diálogos Sonoros é o nome do projeto, a partir do livro Mãe da Mãe de Sua Mãe e Suas Filhas, da escritora goiana Maria José Silveira. Os textos serão lidos e comentados pela professora de Literatura Susanna Ventura, que é uma das curadoras. A direção é de Márcia Accioly e Susanna Ventura.
Em sua campanha de Natal, o Shopping Jardim Sul, localizado no bairro do Morumbi, em São Paulo, está convocando: Doe um livro a quem precisa! Para incentivar a leitura, o centro de compras colocou Papai Noel para trabalhar e montou um balcão de arrecadação de obras. O shopping também está promovendo apresentações de musicais de Natal que incentivam o hábito de ler. A bela imagem ao lado está divulgando a iniciativa.