Neste sábado, 28 de março, comemora-se a data de um profissional da maior relevância para o mundo do livro e da leitura – mas que acaba, em geral, sendo mais lembrado (e quase sempre de forma injusta) muito mais pelo que não faz do que propriamente pelo que faz e, assim sendo, dando uma bela contribuição à qualidade dos livros que lemos. Hoje, enfim, é o Dia do Revisor, esse trabalhador da cadeia produtiva do livro tão fundamental para que as obras cheguem às mãos do leitor com o esmero que um e outro merecem. Nesses tempos de novas regras e acordos ortográficos, fica, felizmente, mais patente sua extraordinária importância nesse processo.
Cumpro, nesta e nas próximas semanas, as seguintes agendas para falar do tema livro e leitura:
Sexta-feira (27/3) Palestra para Estudantes do Ensino Médio Tema: Os Livros Mudam o Mundo! Circuito de palestras das Oficinas Palavra Mágica de Leitura e Escrita – Fundação Palavra Mágica (www.palavramagica.org.br) Local: EE Prof. Cid de Oliveira Leite – Ribeirão Preto (SP) Horário: 10h
Segunda-feira (30/3) Palestra para Estudantes do Ensino Médio Tema: Os Livros Mudam o Mundo! Circuito de palestras das Oficinas Palavra Mágica de Leitura e Escrita – Fundação Palavra Mágica (www.palavramagica.org.br) Local: EE Prof. Otoniel Mota – Ribeirão Preto (SP)
Quarta-feira (1/4) Reflexões sobre cinema e literatura Tema: Clube de Leitura de Jane Austen (com exibição do filme)Circuito de apresentação de filmes e reflexões com profissionais da área da saúde Local: Auditório do Hospital das Clínicas – Campus da Universidade de São Paulo (USP) – Ribeirão Preto (SP) Horário: 16h
Terça-feira (28/4) Apresentação para estudantes da USP Tema: Retratos da Leitura no Brasil: Papel do Estado, Empresas e Sociedade Ciclo de Palestras e Debates da ECA Auditório da ECA – Departamento de Jornalismo e Editoração – Universidade de São Paulo (USP) – São Paulo (SP) Horário: 19h
Sexta-feira (15/5) Apresentação para pesquisadores Tema: Retratos da Leitura no Brasil: Neoleitores e Práticas Sociais da Leitura II Seminário Brasileiro Livro e História (www.uff.br/lihed) Local: Universidade Federal Fluminense (UFF) – Niterói (RJ) Horário: a definir
Sábado (16/5) Palestra para professores e gestores da rede pública e privada de ensino Tema: Sim, o jovem gosta de ler: um diagnóstico da leitura na escola e o que fazer para tornar a biblioteca um espaço vivo Educador Congresso Internacional de Educadores (www.educador.com.br) Local: ExpoCenter Norte - São Paulo Horário: 14h30
Quarta-feira (22/7) Apresentação de estudo sobre comportamento leitor do brasileiro Tema: Retratos da Leitura no Brasil 17º COLE (Congresso de Leitura do Brasil)(http://www.alb.com.br/portal/17cole/programa.html) – Associação de Leitura do Brasil (ALB) Local: Unicamp – Campinas (SP) Horário: 10h30
O mercado de livros está ouriçado diante da audiência pública convocada para a próxima semana, em Brasília, para debater a proposta de uma lei para adoção do preço fixo para os livros no Brasil. O debate está sendo realizado pela Frente Parlamentar da Leitura e vai acontecer no dia 2/4. De um lado, a Associação Nacional de Livrarias que, com o apoio de diversas entidades do ramo, lidera a defesa do projeto. Do outro, o Sindicato Nacional de Editores de Livros, que resiste à iniciativa. Um e outro lado apresentarão seus argumentos, alguns amparados por falas de estudiosos do tema. Independentemente do que vai acontecer, a iniciativa é muito importante: o que estava acontecendo era, de fato, um debate sobre o tema, com uma mediação independente (algo que a Câmara Setorial do Livro e Leitura deveria estar fazendo).
Alguns temas postados no blog ou que circularam na última edição da newsletter do blog repercutiram, nos últimos dias, nas principais publicações do mundo do livro. Notas sobre a inauguração de mais cem bibliotecas no campo, pelo MDA, e sobre a participação do ministro Juca Ferreira no Seminário de Formação de Mediadores de Leitura ganharam destaque. Uma nota sobre a revista Ler e Viver, a mais nova publicação voltada para o mundo dos livros no Brasil, também foi notícia.
A Universidade Federal Fluminense prorrogou para 5/4 as inscrições para a chamada de trabalhos para quem quiser apresentar algum estudo ou pesquisa durante o II Seminário Brasileiro Livro e Leitura Editorial, o Lihed, que acontece em maio em Niterói (RJ). O evento terá, ainda, dois pré-seminários que vão reunir um belo time de pesquisadores do Brasil e do exterior, encabeçado pelo francês Roger Chartier. Um dos temas é “Diálogos Brasil-França: Ler, Escrever e Narrar, Ontem e Hoje”. A programação é de altíssimo nível. O Observatório do Livro e da Leitura apóia a iniciativa.
Começa a tramitar na Assembléia Legislativa do Paraná proposta para permitir que as livrarias passem a gozar do mesmo direito que desfrutam os bares, lanchonetes e restaurantes que usam as calçadas para instalar mesas, cadeiras e toldos para abrigar seus clientes. Desde que não prejudiquem o tráfego e não infrinjam outras leis, as livrarias também poderiam usar os passeios para colocar estantes de venda e cafés. Se aprovada, caberá às prefeituras autorizar e fiscalizar. O projeto de lei é do deputado estadual Reinhold Stephanes Junior (PMDB).
Bem diferente do que acontecia dois ou três mandatos atrás, neste primeiro trimestre de 2009 já é bem maior o ritmo de iniciativas dos governos municipais recém-instalados voltados para ampliar o acesso aos livros e estimular a prática social da leitura em suas cidades. Como, em geral, nos primeiros 100 dias de gestão os governantes aproveitam para iniciar ações que sinalizem o rumo que pretendem dar às administrações, esse é um bom sinal. Pode ser, por exemplo, um projeto mais rápido enquanto, nos bastidores, se pensa e se articula políticas públicas mais amplas e estruturantes. É o caso de Canoas (RS), onde a prefeitura acaba de criar uma biblioparque, que funciona de quarta a domingo no Parque Municipal Getúlio Vargas. É uma filial da Biblioteca Pública Municipal e tem um acervo inicial de 1.000 livros e gibis. O espaço foi remodelado com ajuda de arquitetos e a sala de leitura funciona ao lado de uma mata nativa. E a leitura pode ser feita sob frondosas árvores. Canoas é uma das cidades que devem, logo logo, criar seu Plano Municipal do Livro e Leitura. O novo secretário de Cultura (Jéferson Assumção) foi, até recentemente, coordenador do Livro e Leitura do Ministério da Cultura. E o prefeito (Jairo Jorge), por sua vez, foi secretário-executivo do MEC no primeiro governo Lula.
O texto definitivo da proposta da nova Lei Rouanet, que acaba de ser oficialmente anunciado pelo governo, traz boas notícias para a área do livro e da leitura. O setor – que não aparecia na versão anterior, revelada semana passada pelo jornal O Estado de S. Paulo – acabou sendo aquinhoado na proposta encaminhada pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, à Casa Civil. O Fundo Setorial do Livro e Leitura é, de fato, um dos cinco fundos propostos pela pasta. A consulta pública para debater e melhorar a proposta ficará no ar durante 45 dias. A íntegra do projeto pode ser obtida aqui. Aplausos para o senhor ministro.
Agora é a hora de dar uma boa espiada e, como propõe o próprio Ministério da Cultura, apresentar sugestões para aperfeiçoar o projeto que modifica a Lei Rouanet. É o que se espera que façamos – tanto no que diz respeito ao mecanismo de financiamento da cultura como um todo como, particularmente, no que diz respeito direto à área do livro e leitura. O blog – que tem para si a tarefa de ajudar a fortalecer a questão do livro e leitura no Brasil – topou o desafio. E propõe que os leitores ajudem a encontrar pontos da proposta que podem ser aperfeiçoados a partir dessa mesma visão: fortalecer as políticas públicas do livro e leitura. Nesse sentido, o blog dá o pontapé inicial: no segundo parágrafo do inciso XIX do artigo 9º: é justo e correto destinar os recursos a serem gerados por uma futura Loteria da Cultura também para o Fundo Setorial do Livro e Leitura (como está no texto original, destina-se somente ao Fundo Setorial de Artes – o que significa apenas as áreas de música, teatro, circo, dança e artes visuais).
A princesa na torre de livros. Leonardo Wen/Folha Imagem
Há quem diga que os livros espiam o leitor e descobrem muito mais do que o próprio leitor diante das páginas da obra. A ver por esta bela foto, a impressão é de que a jovem, enquanto lê, é lida e espiada, numa intensidade muito maior, pelos livros que a cercam, como se presa estivesse em uma torre num castelo de fábula. Se haverá herói para salvá-la, ou se seus cabelos poderão tocar o chão, jogados do alto, nada se pode afiançar. Certo é que, em meio a tantos livros, ela nunca vai desejar se libertar da cativante e imprescindível liberdade da... leitura.
De Norte a Sul, entidades, escritores e entusiastas da leitura se preparam para celebrar, no próximo 23 de abril, o Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor. Em Ribeirão Preto (SP), por exemplo, a Fundação Palavra Mágica realiza sua tradicional festa do livro, onde homens e mulheres trocam flores e livros no melhor estilo catalão. Já em Porto Alegre, a Câmara Rio-Grandense do Livro está preparando uma semana inteira para festejar a data. No ano passado, foram mais de 140 atividades em 30 cidades gaúchas.
A presidente da Câmara Brasileira do Livro, Rosely Boschini, está em Bolonha, na Itália, para ver de perto a grande vitrine da literatura infanto-juvenil mundial. Entre os planos para o segundo mandato, está reforçar mais e mais e atuação da CBL nesta área.