A Livraria da Vila convida para o lançamento do livro Abismo Poente, de Whisner Fraga, que acaba de sair pela Ficções Editora. Vai ser no dia 28/4, 19h, na Vila Madalena, em São Paulo.
As entidades de bibliotecários do Brasil resolveram ir à guerra. E escolheram o 23 de abril, quando se comemora o Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor, para colocar a boca no trombone. Pretendem ocupar todos os espaços possíveis nas Assembléias Legislativas, na Câmara Federal e até mesmo nas Câmaras de Vereadores para defender a presença dos profissionais da área nos espaços de leitura que estão sendo criados pelo País afora. Além da mobilização da categoria e a ocupação de espaços públicos e na mídia, os conselhos federal e regionais vão impetrar ações no Ministério Público para tentar assegurar a presença de bibliotecários em bibliotecas, salas de leitura e pontos de leitura. Outro alvo serão os conselhos estaduais e municipais de Educação, aos quais vão pedir ajuda nessa luta.
As entidades de bibliotecários vão mesmo botar pra quebrar. Estão indo conversar com políticos de todos os partidos e tentarão provocar audiências públicas no parlamento em todos os níveis. Também já começaram a construir um banco de exemplos de bibliotecas escolares que dão certo e ajudam, assim, e de forma substancial, a educação naqueles lugares onde existem e funcionam como manda o figurino. Há, oficialmente, 53 mil bibliotecas escolares pelo País afora. Embora recebam, religiosamente, acervos do Programa Nacional da Biblioteca Escolar, do Ministério da Educação, a verdade é que muitas estão em situação precária. Falta gente habilitada para que funcionem como deve ser. Nos lugares em que isso foi resolvido, elas prestam um serviço inestimável à Nação. E vêm ajudando a aumentar o índice nacional de leitura (4,7 livros lidos por habitante/ano, dois terços dos quais lidos por gente que está na escola).
Começa a circular no dia 23 de abril o Manifesto em Defesa da Biblioteca Escolar. Estão previstas atividades em todo o País. Na Câmara Municipal de São Paulo, por exemplo, o documento será lido no plenário. O texto faz uma defesa veemente do papel da biblioteca escolar bem como da importância da presença e do trabalho dos profissionais da área para que os espaços de leitura funcionem da melhor maneira possível para atender seus usuários. Vale a pena dar uma olhada no documento (leia aqui do lado, na seção Leitura Crítica). Se preferir, copie o texto na íntegra e espalhe por aí.
De Porto Alegre a Belo Horizonte, passando por diversas outras capitais e cidades do País – caso, por exemplo, de Ribeirão Preto, que possui uma forte tradição no tema – o Brasil se prepara para comemorar, no próximo dia 23 de abril, o Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor. É quando morreram, no mesmo ano, em locais diferentes do globo, escritores como Miguel de Cervantes e William Shakespeare. Uma das tradições mais famosas é a que veio da Catalunha, onde, nessa data, homens e mulheres trocam flores e livros, inspirados pela lenda de São Jorge e o Dragão. Da agenda no Brasil (e recomendada pela Unesco para ser seguida no mundo inteiro), constam saraus, sangria, flores, palestras, filmes e muito mais. Nos próximos dias, o blog publica onde acontece o melhor dessa festa.
A Câmara Brasileira do Livro e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros deram o pontapé inicial para traçar o diagnóstico do negócio do livro no Brasil em 2008. A FIPE/USP, que faz a pesquisa, está contatando, desde fevereiro, os editores brasileiros para que informem os dados sobre o desempenho econômico de suas empresas no ano passado. O resultado final, como se sabe, é fundamental para subsidiar as políticas públicas do livro e leitura no Brasil. Quem ainda não mandou, ainda dá para participar: o prazo final vai até o dia 30/4.
Está aberta a temporada das bienais do livro em 2009. A primeira delas começa nesta sexta-feira (17/4), em Salvador, e, depois, não para mais até o final do ano. Depois da Bienal do Livro da Bahia, que este ano faz homenagem a Jorge Amado e Zélia Gattai, teremos, ainda este mês, e já entrando em maio, a Bienal de Goiás. Em junho, será a vez da Bienal de Santa Catarina; em setembro, da tradicionalíssima Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Em outubro, teremos as bienais de Natal e de Recife e, no final do mês, já adentrando novembro, a Bienal de Alagoas. Fora as bienais, o calendário desse formidável roteiro literário nacional também inclui as feiras e os salões de livro, as jornadas e os festivais literários, e mais os congressos, simpósios e seminários sobre leitura, biblioteconomia e afins por toda parte. Para quem curte fazer um turismo literário, opções não vão faltar.
Neste sábado, 18 de abril, é o Dia Nacional do Livro Infantil. Dia também de nascimento do escritor Monteiro Lobato, autor mais admirado do Brasil e inventor da literatura infanto-juvenil nacional e do próprio mercado editorial brasileiro. Graças a ele – e, evidentemente, aos que vieram depois dele, e por causa dele – o Brasil já lê muito mais.
O presidente da Frente Parlamentar de Defesa da Leitura, deputado federal Marcelo Almeida, pretende levar aos estados o debate sobre a conveniência ou não de o País adotar uma lei do preço fixo para os livros nos primeiros meses de seu lançamento. O primeiro deles deve acontecer no seu estado, o Paraná, que vem se consolidando num importante mercado regional de produção e comercialização de livros. De lá, a Positivo, no campo da edição, a Posigraf, na área gráfica, e a rede de livrarias Curitiba, no varejo, alçam voos nacionais. A discussão deve acontecer na segunda semana de maio.
Dada a largada no debate sobre o que fazer com os livreiros independentes (iniciada com a apresentação de projeto de lei propondo a criação da lei do preço fixo, que já vigora em alguns países), a Associação Nacional de Livrarias acredita que as discussões possam ter outros desdobramentos. Em vez de uma legislação aprovada no Legislativo, por exemplo, já admite conversar sobre a possibilidade de um acordo no próprio setor envolvendo as outras entidades do livro.
Alguns temas postados no blog ou que circularam na última edição da newsletter do blog repercutiram, nos últimos dias, nas principais publicações do mundo do livro. Notas sobre a liberação de R$ 150 milhões para aquisição de livros; sobre a participação do deputado federal Antonio Palocci, na intermediação com o ministro Paulo Bernardo, para a liberação da verba, e sobre a união dos representantes das três principais entidades da área do livro e leitura, nesta ação em conjunto, ganharam destaque. Uma nota sobre a criação do Programa Nacional da Biblioteca do Professor também foi notícia.
E, assim, aos poucos, essas mesmas pessoas vão transformando o mundo, de si próprias e dos livros. Afinal, se autores criam pelo lado de dentro das capas, por que não criar pelo lado de fora delas? Criativos, leitores-artistas transformam e espalham suas imagens de leitura pela internet. Um homem compenetrado, ao pé de seu cachimbo. Uma mulher de olhar oblíquo e dissimulado. Todos estão ali, para os olhos de gente que entende os livros como infinitas e inquestionáveis formas de expressão.