O Ministério da Cultura adverte: seis municípios no Acre ainda não têm biblioteca pública municipal. São eles: Feijó, Jordão, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Rodrigues Alves e Santa Rosa dos Purus. Se você conhece alguma outra cidade no estado que ainda não dispõe desse equipamento tão essencial, bote a boca no trombone. Como o governo federal pretende zerar, em meados deste ano, o número de municípios sem bibliotecas, você pode ajudar o Brasil a quitar essa dívida social informando outras localidades que, porventura, ainda não tenham a sua.
Já tem data a primeira reunião do Colegiado Setorial do Livro e Leitura: 12 de maio de 2009. É para esse dia que o Conselho Nacional de Política Cultural está convocando os representantes das entidades da área. Na pauta, a aprovação do regimento interno do colegiado e um pré-plano de trabalho. Com isso, o Ministério da Cultura dá uma resposta concreta aos críticos – entre os quais, este blog – que se ressentiam diante da desativação da Câmara Setorial do Livro e Leitura, único espaço de discussão e articulação de políticas públicas que fora criado, e com bons resultados, pelo então ministro Gilberto Gil. Num só lance, o ministro Juca Ferreira vai dar três bolas dentro: retoma um importante espaço que parecia perdido; articula melhor o livro e leitura com as outras áreas da política cultural e, ainda, confere maior institucionalidade a este fórum. Muito bom!
Leitura na Praça. Este é o nome do projeto de leitura que a prefeitura de Atibaia (SP) acaba de lançar, em parceria com grandes editoras brasileiras, entidades nacionais do livro e sob as bênçãos do Ministério da Cultura. Esta poderia ser mais uma ação de fomento à leitura, entre as centenas (ainda bem!) que começam a pipocar pelas cidades de Norte a Sul do País. Mas não é. É que por trás da iniciativa está nada mais nada menos do que a professora Marisa Lajolo, uma das maiores especialistas em leitura no Brasil – e, agora, convertida em secretária de Educação do município. Além dos ótimos contatos dentro e fora do País, Marisa leva para a gestão pública anos e anos de conhecimento acumulado e muita reflexão. Sobre o que deve e o que não deve ser feito. Pelo andar da carruagem, poderemos ter lá um novo e importante laboratório de boas políticas públicas do livro e leitura.
Pelas mãos da professora Marisa Lajolo, o Ministério da Cultura está quase colocando no forno um projeto que, quando vier à luz, deverá ter o nome de Cidade da Leitura. E Atibaia deve ser, naturalmente, uma das primeiras beneficiadas. Fabiano dos Santos, que se prepara para assumir a Diretoria Nacional do Livro e Leitura (que, criada no ano passado, está para ser formalmente constituída pelo Ministério da Cultura), está exultante diante da ideia.
O Ministério da Cultura está escolhendo uma entre as centenas de cidades brasileiras que ainda não têm biblioteca pública para uma ação simbólica. É lá que a pasta pretende fazer com que o presidente Lula esteja no próximo dia 25 de julho, quando se comemora o Dia do Escritor. O MinC espera inaugurar, nessa data, uma biblioteca na última cidade do Brasil que ainda não dispõe desse serviço público essencial. Se isso de fato ocorrer, como tanto se esperou, o Brasil terá, então, quitado uma primeira grande dívida com a sociedade. Depois disso, no entanto, outras faturas deverão ser apresentadas.
O Ministério da Cultura se prepara para colocar no ar uma campanha com o objetivo de pedir a ajuda da população para que fique de olho nas bibliotecas. A pasta quer se certificar de que, realmente, todos os municípios brasileiros têm uma biblioteca pública. O MinC acha que, assim que anunciar ter zerado o número de cidades sem bibliotecas, provavelmente ainda surgirá uma ou outra cidade dizendo que lá não existe (ou simplesmente não funciona) a biblioteca que oficialmente consta do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. O governo quer que as pessoas que atuam na área ajudem a fiscalizar. E que se sintam no direito – e no dever! – de avisar Brasília caso sua cidade ainda não tenha pelo menos uma biblioteca pública municipal. A verdade é que o próprio Ministério da Cultura não sabe ao certo quantas cidades não têm bibliotecas.
Está prevista para semana que vem a posse da nova direção do Instituto Pró-Livro, criado pelas entidades do livro para ajudar a fomentar a leitura no País em resposta à desoneração fiscal do livro ocorrida em 2004. A instituição passa a ser formalmente comandada pela editora carioca Sônia Machado Jardim, que também é a presidente do Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel). Sônia assume no lugar de Jorge Yunes e está cheia de planos. Jorge, que preside a Associação Brasileira de Editores de Livros, deve transmitir publicamente o cargo num grande evento previsto para maio. Pelo acordo entre as entidades fundadoras, a primeira a comandar o IPL foi a Abrelivros. Depois do Snel, daqui a dois anos será a vez da Câmara Brasileira do Livro (CBL).
A Feira do Livro de Frankfurt quer ir aonde o povo está – no caso, os editores das várias partes do mundo que participam, todos os anos, da grande feira de negócios editoriais do planeta. A vice-presidente da empresa (criada pela entidade nacional de editores e livreiros que organiza o evento na Alemanha), Marifé Garcia, está visitando o Brasil, nesta semana, para conhecer melhor o mercado local de feiras e eventos. Antes, passou por Buenos Aires, onde acontece, agora, a mais tradicional feira de livros argentina. O que a Feira de Frankfurt quer é abrir um escritório na América Latina. Para servir de base para apoiar outras feiras e eventos do livro nos países da região, mas também para estar mais próxima de seus clientes. A dúvida é se abre no Brasil ou na Argentina.
Alguns temas postados no blog ou que circularam na última edição da newsletter do blog repercutiram, nos últimos dias, nas principais publicações do mundo do livro. Uma nota sobre a necessidade de se debater e encaminhar projetos e políticas para a área do livro e da leitura e, ainda, o artigo Uma Agenda Política para o Livro, sobre metas alcançadas e a ser cumpridas e novos compromissos a ser firmados, ganharam destaque. Notícias sobre alterações na Lei Rouanet, clipadas e veiculadas pelo blog, também foram notícia.
Mais um estado tirou do papel a ideia de criar políticas públicas do livro e leitura. O governo de Sergipe publicou a lei que cria a Política Estadual do Livro, que passa a tratar a atividade editorial no estado como algo de "importância estratégica" e essencial para o desenvolvimento local. O próximo passo deve ser a criação do Plano Estadual do Livro e Leitura (PELL), vinculado ao Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), e deverá, futuramente, gerar filhotes municipais, que são os PMLLs.
Uma janela para o futuro Foto de Rogério Albuquerque São Paulo - Abril de 2009
A reportagem de Rodrigo Ratier, publicada na revista Nova Escola, circulou redações e mobilizou pensamentos em torno da matéria apresentada sob o título Vale mais que um trocado. A íntegra da reportagem, que tinha como objetivo ver a aceitação de pedintes a livros, em vez de esmola, pode ser acessada aqui. Tão brilhante quanto o texto e a iniciativa do jornalista, a foto acima, que acompanha a publicação, revela que os sonhos ainda estão no coração de cada criança, em cada esquina do Brasil. E um abraço que parecia improvável, entre menino e livro, torna-se realidade quando se abrem janelas pelas quais podemos oferecer vista e passagem para um futuro melhor, pelo caminho do acolhimento, dos livros e da leitura.
O presidente da Frente Parlamentar da Leitura, deputado federal Marcelo Almeida (PMDB-PR), acaba de ser agraciado pela Câmara Rio-Grandense do Livro com o título de Personalidade do Livro no Ano no Brasil. A entrega foi semana passada, durante as comemorações do Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor, em Porto Alegre.