Ministério da Cultura volta a debater políticas do livro
Dirigentes de entidades e outras lideranças do livro e da leitura no Brasil se reuniram na terça (12/5) em Brasília na primeira agenda do Colegiado da área no Conselho Nacional de Cultura, que retomou, assim, a prática de debater com a sociedade civil as propostas, os temas controversos e as políticas públicas setoriais. Foram mantidos os membros da Câmara Setorial, que já não se reunia havia praticamente um ano. As partes ainda estão discutindo o regimento e outros detalhes para assegurar o bom funcionamento desse espaço institucional, que tem papel fundamental e cuja ausência vinha sendo sentida pelo mundo do livro e da leitura. Foi boa e acertada a iniciativa do MinC, após um longo e inexplicável período de suspensão da saudável prática do debate e da construção política coletiva.
Biscaia: totalmente favorável à Lei das Biografias
O deputado federal Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) diz que é "totalmente favorável" ao projeto de lei sobre as biografias. Ele entende que "as pessoas públicas devem estar submetidas à transparência completa" e o projeto de lei propõe registros que precisam fazer parte da História e não a vida privada dessas pessoas.
O deputado federal João Almeida (PSDB-BA) prefere não se posicionar por enquanto sobre a Lei das Biografias, porque não conhece tão bem o projeto. Ele chegou a pedir vista na comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e mesmo a se posicionar contra por não ter compreendido muito bem a intenção do PL.
A região Norte do Brasil apresenta um dos maiores déficits de bibliotecas do País. Uma, entre cada cinco cidades que ainda não possuem esse equipamento, está em um dos estados da área. Ao todo, são 92 cidades sem bibliotecas: Acre (6), Amazonas (36), Roraima (7), Rondônia (3), Pará (10), Amapá (4) e Tocantis (26). O Ministério da Cultura pretende zerar o número de municípios sem acesso público e gratuito aos livros até o mês de julho.
Alguns temas postados no blog ou que circularam na última edição da newsletter do blog repercutiram, nos últimos dias, nas principais publicações do mundo do livro. Notas sobre o II Seminário Brasileiro Livro e História Editorial, realizado no Rio de Janeiro, sobre a iniciativa da Martin Claret de notificar judicialmente a tradutora e blogueira Deise Bottmann, em torno do assunto 'plágios', e outra sobre o adiamento da votação da Lei das Biografias, na Câmara Federal, ganharam destaque. Notas sobre o número de cidades sem biblioteca pública municipal, na região Norte do País, também foram notícia.
Dos livros nascem heróis, vilões, mitos e musas, que marcam nossas vidas eternamente. Dos livros se fazem palcos para platéias particulares e casas de show lotadas por ansiosos espectadores. Há quem carregue um livro como quem leva um remédio na bolsa. Há outros que trocam o sono da noite pesada pela leitura que enleva em um romance. Há ainda aqueles que fazem da imaginação o próprio romance entre si e a bela mocinha que é descrita em perfeição por tantos autores. Tudo guardado em uma caixa de folhas de papel, sem fechaduras, e cujo único segredo é refletir os sonhos de quem já descobriu no livro uma passagem sem volta para a vida.
Os parlamentares que integram a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados, consultados pelo blog, começam a manifestar suas posições sobre o projeto da Lei das Biografias, que deve ser votado nos próximos dias na Casa. A proposta, como se sabe, quer garantir maior liberdade para escritores e editoras publicarem biografias de pessoas de interesse público sem o risco de ver a obra ser retirada de circulação ou virar alvo da indústria das indenizações milionárias exigidas por herdeiros que alegam uso comercial da imagem. O deputado federal Efraim Filho (DEM-PA) diz que é “absolutamente a favor da liberdade para publicação de biografias de pessoas públicas, sem a necessidade de autorização prévia para publicá-las”. O parlamentar só faz uma ressalva: “desde que não se transformem em danos ou ofensa à honra das pessoas de boa-fé”. Como, enfim, diz ele, já garante o artigo 20 do Código Civil.
A greve dos servidores da Universidade de São Paulo (USP), iniciada semana passada, já produziu pelo menos uma vitória importante para a sociedade: o reconhecimento do papel da biblioteca, e, particularmente, das bibliotecas universitárias no dia a dia dos estudantes, pesquisadores e outros frequentadores habituais. Em campus como o de Ribeirão Preto – o único do interior do Estado que aderiu ao movimento – a comunidade estudantil saiu a dizer nos jornais que o que faz falta pra valer é o refeitório e, principalmente, a biblioteca. Ponto para os livros!
Não há sequer uma biblioteca pública municipal em Curionópolis, Cumaru do Norte, Eldorado dos Carajás, Inhangapi, Juruti, Placas, Quatipuru, São Caetano de Odivellas, São João da Ponta e Tailândia. Se você conhece alguma outra cidade no estado que ainda não tem esse equipamento tão essencial, informe aqui pelo blog, deixe sua mensagem e ajude o Brasil a quitar essa dívida social histórica, como promete fazer o Ministério da Cultura, até julho deste ano.
Doutora em Psicologia pela USP, Delma Fernandes Muniz é também formada em Letras. Entre áreas que convidam para um passeio pelo sentimento humano, pelas searas da literatura e da alma, ela nos brinda com seu novo livro, Resgate à Felicidade por meio de Vidas Passadas. O lançamento será nesta sexta-feira, às 20h, na rua São José, 2.274, em Ribeirão Preto, cidade onde livros e autores têm uma boa história pra contar.
Está dada a largada, como diz o próprio autor, em seu blog. Neste dia 15 de maio, no Templo da Cidadania, em Ribeirão Preto, a partir das 20h, o ator e dramaturgo Lucas Arantes lança o seu primeiro romance, O Outro Estranho. Uma obra que mistura formas narrativas, como a própria linguagem dramatúrgica, em uma janela que se abre para vida e para o desvendar da liberdade.
Está dada a largada, como diz o próprio autor, em seu blog. Neste dia 15 de maio, no Templo da Cidadania, em Ribeirão Preto, a partir das 20h, o ator e dramaturgo Lucas Arantes lança seu o primeiro romance, O Outro Estranho. Uma obra que mistura formas narrativas, como a própria linguagem dramatúrgica, em uma janela que se abre para vida e para o desvendar da liberdade.
Está dada a largada, como diz o próprio autor, em seu blog. Neste dia 15 de maio, no Templo da Cidadania, em Ribeirão Preto, a partir das 20h, o ator e dramaturgo Lucas Arantes lança seu o primeiro romance, O Outro Estranho. Uma obra que mistura formas narrativas, como a própria linguagem dramatúrgica, em uma janela que se abre para vida e para o desvendar da liberdade.
As cidades de Itapuã do Oeste, Pimenteiras do Oeste e Vale do Anari ainda não dispõem de biblioteca pública municipal. Um problema, grave, que deve ser resolvido até julho, de acordo com o Ministério da Cultura. Se você conhece alguma outra cidade no estado que ainda não tem esse equipamento tão essencial, informe aqui pelo blog, deixe sua mensagem e ajude o Brasil a quitar essa dívida social histórica.
O antropólogo Felipe Lindoso, especialista em políticas do livro, elogia, numa contundente entrevista publicada pelo Cultura e Mercado, os esforços do governo Lula para implantação de bibliotecas públicas. Segundo Felipe, nunca se fez tanto por este País, nesta área, em tão pouco tempo. Ele bate pesado, no entanto, nos critérios, na gestão e nas próprias características dessa política. Pode-se ser contra ou a favor das declarações de Felipe, que é autor do bom livro O Brasil Pode Ser um País de Leitores? (Summus). Só não dá para deixar de ler (acesse aqui pelo blog).
São elas: Amajari, Canta, Caracaraí, Iracema, Mucajaí, Normandia e Pacaraima. Se você conhece alguma outra cidade no estado que ainda não dispõe desse equipamento tão essencial, bote a boca no trombone, deixe sua mensagem no blog, e ajude o Brasil a quitar essa dívida social histórica.