Um gostoso encontro para celebrar o relançamento de um grande autor: Jorge Andrade. A obra? Labirinto - um misto de autobiografia, ficção e reportagens. Publicado originalmente em 1978, o romance ganha nova roupagem e novo selo (Amarilys). O evento acontece neste domingo, 23/8, às 19h, no Viga Espaço Cênico, rua capote Valente, 1.323, em Pinheiros, São Paulo, fone (11) 3801-1843. Para comemorar a data, haverá também apresentação da peça Pedreira das Almas, outra destacada obra de Jorge Andrade.
Os últimos dias foram bastante tensos para o mercado editorial. Sobretudo, para as editoras de didáticos. É que saíram os resultados do PNLD, um dos maiores programas de livros do mundo. Primeiro, o sobe e desce no ranking de quem vende mais para o governo. Depois, as nem sempre fáceis negociações entre o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e os 17 grupos contemplados. Estão sendo negociados, ao todo, 114,8 milhões de livros escolares. Que beneficiarão 36,6 milhões de alunos em 100 mil escolas. Os programas sociais do livro (que estão ajudando a empurrar para cima os índices nacionais de leitura) há muito deixaram de ser programas de governo. O que é bom. Viraram política de estado. Nisso, o Brasil é uma bela referência mundial.
Na proposta de modificação da Lei Rouanet que o Ministério da Cultura fará chegar, nos próximos dias, ao Congresso, uma novidade: o governo incluirá a criação de um fundo setorial de literatura. Nos mesmos moldes previstos para outras áreas criativas. Atende, assim, à postulação do aguerrido Movimento Literatura Urgente, que já conseguiu enfiar a expressão “Literatura” em diversas políticas públicas federais. Com isso, o outro fundo – aquele bancado com as contribuições do mercado editorial – deverá financiar, principalmente, o fomento à leitura, o acesso aos livros e o desenvolvimento da cadeia do livro, além de estudos e pesquisas.
Há muito tempo não se via, em torno da questão do livro, uma reflexão tão sadia e objetiva como a que foi feita pelo presidente da Associação Nacional de Livrarias, Vitor Tavares, em artigo publicado esta semana no Estadão. Sem receio de botar o dedo nas muitas feridas e, ao mesmo tempo, com uma simplicidade e sinceridade gritantes, o dirigente foi fundo na questão. E avisa: as novas tecnologias estão vindo pra ficar. Analisa de forma contundente as fraquezas do varejo livreiro e questiona a ausência de políticas públicas para impedir o fechamento das pequenas e médias livrarias independentes. Por fim, dá um recado: engana-se quem pensa que os grandes inimigos são os livros eletrônicos e as novas tecnologias. Vale a pena ler na seção Leitura Crítica, ao lado.
Alerta feito, ano passado, por Antonieta Cunha, uma de nossas maiores especialistas em leitura, depois de analisar os resultados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil: é urgente passar a usar mais e melhor o rádio e a TV para alavancar a leitura no País. Notícia que circulou, esta semana, na imprensa: Ziraldo estreia, no domingo (23/8), na TV Brasil, o ABZ do Ziraldo, cuja finalidade é falar de livros e leituras e fazer as crianças brasileiras e as famílias lerem mais. Com o talento, a graça e a irreverência do escritor e cartunista. Conclusão: as coisas estão acontecendo, sim, senhor. Talvez seja hora, agora, de acelerar o passo.
Lula anda falando mais de livros. E não só para reclamar dos preços. No lançamento do blog, em março de 2007, deu dicas dos cinco livros mais marcantes da sua vida (Esta Noite, a Liberdade, de Dominique Lapierre e Larry Collins; Olga, de Fernando Morais; Estrela Solitária: Um Brasileiro Chamado Garrincha, de Ruy Castro; As Veias Abertas da América Latina, de Eduardo Galeano; e Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda). No ano anterior, ao receber de um grupo de escritores e editores o Manifesto do Povo do Livro e enxergar na plateia o antigo companheiro Márcio Souza, ele fez comentários sobre o livro Galvez, Imperador do Acre. E disse ter lido e gostado. Agora, conta que está lendo Leite Derramado, de Chico Buarque. Para conquistar o imaginário coletivo, é fundamental esse tipo de coisa sair, cada vez mais, da boca de formadores de opinião como Lula, dono de uma altíssima popularidade.
O Jornal da Band exibiu, na terça (18/8) reportagem sobre o vendedor de livros porta a porta. Uma bela oportunidade para conhecer melhor esse cidadão que percorre os quatro cantos do País (principalmente onde não há livrarias) para semear livros à mão cheia, como diria o poeta Castro Alves.
Alguns temas postados no blog ou que circularam na última edição da newsletter do blog repercutiram, nos últimos dias, nas principais publicações do mundo do livro. Notas sobre o Fundo Pró-Leitura ter virado notícia, sobre o comunicado do Snel em relação à queda do preço dos livros e sobre a alteração do governo nos programas de compra de livros para bibliotecas ganharam destaque. Uma nota sobre uma nova seção de entrevistas (Palavra Fiandeira) no blog da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (SP) também foi notícia.
A menos de 20 dias do início da Primavera dos Livros, a prefeitura de São Paulo anunciou que não apoiará mais a charmosíssima feira dos pequenos editores que acontece de 10 a 13 de setembro na cidade. Ainda zonza com a notícia, a Libre, em seu velho e bom estilo guerreiro, decidiu assumir a bronca sozinha: manterá, mesmo assim, a programação especial para as escolas públicas no primeiro dia do evento. Apesar do corte, a programação adulta e infantil também acontecerá normalmente, avisa a Liga Brasileira de Editores. Que já deu seu grito de guerra: vai discutir mais e cobrar, em 2010, mais políticas públicas de educação e cultura e apoio aos pequenos. A Libre está convencida de que é papel do Estado apoiar esse tipo de ação. E tem toda razão!
Um mundo melhor é possível Colégio Farroupilha Campinas-SP
No primeiro semestre deste ano, o colégio Farroupilha, em Campinas-SP, realizou sua 3ª Feira do Livro e espalhou a notícia sobre o evento com a bela imagem em destaque. Uma foto que poderia muito bem sintetizar o caminho que se almeja com a boa política pública. Enfim, todas as ações de governo deveriam estar pautadas pelo encontro de uma criança com a leitura. E, em breve, teríamos a resposta para muitos de nossos questionamentos. Por isso, temos a clara convicção de que um mundo melhor, sim, é possível. E isso se faz pelos tijolinhos mágicos da educação, dos livros e da leitura.
Esse é o título da reportagem publicada nesta quarta-feira (19/8) pela revista Veja.com sobre a onda de proibições de biografias não-autorizadas no País. Mas, sobretudo, sobre a luz que surge no fim do túnel caso seja aprovado o projeto de lei do deputado federal Antonio Palocci (PT-SP), que autoriza a publicação de biografias sobre pessoas de interesse público sem necessidade de concordância dos biografados ou de seus herdeiros. O projeto, que surgiu em debates aqui no blog, está para ser votado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados. Precisou ser retirado de votação porque faltou editores, escritores e demais interessados fazerem boca de urna para ganhar o voto de parlamentares que ainda estavam em dúvida.
O Jornal da Band exibe nesta terça-feira, a partir das 19h15, uma reportagem especial sobre o vendedor de livros porta a porta. Mais uma bela oportunidade de conhecer um pouco mais sobre esse importante profissional, que percorre os quatro cantos do País - em lugares aonde muitas vezes não há livrarias e bibliotecas - para levar conhecimento e cultura ao povo brasileiro.
Foi boa a impressão geral sobre o encontro desta terça-feira, 18/8, em São Paulo, entre o ministro da Cultura, Juca Ferreira, e os dirigentes das entidades do livro sobre o Fundo Pró-Leitura. Por conta de certa animosidade entre as partes, que antecedeu a reunião, havia uma tensão no ar. Mas ela foi logo dissipada, em parte pelo tom inicial dado pelo próprio ministro, mostrando-se aberto ao diálogo. De acordo com um dos presentes, chegou a ser cortês e simpático. E nem sequer fez cara feia diante da contraproposta da cadeia do livro, por sinal bem abaixo do 1% sobre o faturamento prometido em 2004. Elegantemente, prometeu responder em dez dias. Antes, naturalmente, de enviar o projeto definitivo ao Congresso.
O twitter do blog deu agora há pouco a seguinte informação sobre a propalada reunião entre o ministro da Cultura, Juca Ferreira, e os dirigentes das principais entidades do livro no Brasil, nesta terça-feira pela manhã, em São Paulo: Foi boa a reunião das entidades do livro com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, sobre a criação do Fundo Pró-Leitura, na avaliação de um dos presentes.
Uma patologia que acomete mais pessoas que a Aids. Em todo o mundo, são 200 milhões de portadores do vírus, que agora enfrenta um adversário de peso, e com seu próprio nome: Hepatite C (Manole). Este é o título da obra coordenada pelos especialistas Dr. Evaldo Stanislau Affonso e Prof. Dr. Antonio Alci Barone. O lançamento será nesta terça-feira, 18/8, no Hospital Ana Costa, em Santos, a partir das 19h30. Informações pelo telefone (13) 3228-9055.
Agora está sacramentado: o governo mandou publicar no Diário Oficial da União a medida que devolve ao Ministério da Educação os R$ 150 milhões para a compra de livros que foram tirados do Orçamento da União, no apagar de 2008, pelo Congresso. Com isso, programas como o da distribuição de dicionários para 30 milhões de alunos de escolas públicas e o de livros para bibliotecas escolares (o PNBE), Educação Infantil e EJA corriam sério risco de não acontecer em 2009/2010. Para o mercado, no atual momento da economia, seria uma enorme dor de cabeça. Para o governo e a sociedade, seria trágico. E justo na hora em que pesquisas como a Retratos da Leitura no Brasil mostram o belo impacto dos programas sociais do livro no crescimento dos índices de leitura dos brasileiros nesta década.
O dinheiro dos livros saiu, num piscar de olhos, da rubrica orçamentária para os programas do MEC pela necessidade de enxugar despesas por conta da crise internacional. Parlamentares que defendem no Congresso outras áreas que seriam afetadas (como turismo e ciências & tecnologia) foram rápidos e conseguiram, a tempo, impedir a manobra e a sangria de recursos. Na área do livro e leitura, contudo, a ação passou despercebida. Foi aqui no blog que o assunto surgiu, pela primeira vez, em fevereiro. O Observatório do Livro e da Leitura acionou as entidades do livro e articulou, com apoio do deputado federal Antonio Palocci (PT-SP), ações e uma audiência com o ministro Paulo Bernardo para tentar reverter a situação. Agora, quase cinco meses depois, o caso finalmente teve um final feliz. Para uma indústria que fatura R$ 3 bilhões por ano (sem contar os outros elos da cadeia), todo cuidado é pouco.