Uma nota triste: a Feira do Livro de Brasília, que por anos a fio se colocou na condição de uma das mais importantes do Brasil, subiu no telhado. A feira, que tradicionalmente ocorria nos meses de agosto e fora transferida para outubro, agora já não tem mais data para acontecer. Em comunicado distribuído há pouco, a Câmara do Livro do DF avisa que não será mais na próxima semana por não ter conseguido viabilizar os recursos a tempo. Tenta-se, agora, achar uma nova data.
Estudantes dos cursos de Editoração estão fulos da vida com o MEC. O motivo é a abertura de uma consulta pública na qual o tradicional bacharelado em Editoração (ou Produção Editorial), área da Comunicação Social, passa a aparecer como “curso superior de tecnologia em produção multimídia”. A chiadeira da moçada faz todo sentido: mais do que técnicos, é preciso formar bons editores. A consulta termina nesta sexta. Para saber mais, clique aqui.
Estudantes, professores e muita gente do mundo do livro – e, particularmente, do mercado editorial – já assinaram o manifesto contra a modificação proposta pelo MEC sobre a formação dos futuros editores. Até esta quinta (15/10), mais de 700 já haviam assinado o protesto digital. Quem quiser aderir ao manifesto dos estudantes (eu já assinei!) basta acessar aqui.
Uma delegação do Salgueiro, atual campeã do carnaval carioca, desembarca nos próximos dias em São Paulo com uma missão gloriosa: convencer as entidades do livro e patrocinadores em potencial a apostar no seu desfile em 2010. A escola escolheu o tema Histórias Sem Fim, que põe o livro e a leitura no primeiro plano, como enredo para levar ao sambódromo no ano que vem.
A Câmara Brasileira do Livro adiou para 2010 seu tradicional Encontro de Editores e Livreiros. A CBL quer organizar um bom encontro para mergulhar fundo na discussão sobre a febre dos livros digitais, que começa chegar ao Brasil. Deve ser logo depois do carnaval, com organização de primeira, que marcará a estreia do escritório da Feira de Frankfurt na América Latina.
No mês consagrado à biblioteca escolar, o Conselho Regional de Biblioteconomia de São Paulo promove na cidade um colóquio sobre o papel da biblioteca escolar. A ideia é provocar uma boa discussão para repensar o papel desse equipamento tão fundamental para o desenvolvimento da leitura no Brasil. E, naturalmente, descobrir alguma forma de inovar. Ao lado das 52 mil bibliotecas existentes nas escolas, há o triplo disso de escolas sem bibliotecas. Será nos dias 21 e 22/10, na Faculdade Sumaré, em São Paulo.
Fora Frankfurt, o grande assunto da semana no mundo do livro no Brasil foi o anúncio dos livros escolhidos pelo Ministério da Educação para o Programa Nacional Biblioteca da Escola, o PNBE 2010. Todo mundo ficou de olho na lista. Quem se deu bem foi o Grupo Ediouro. Mas cem diferentes selos editoriais tiveram títulos escolhidos. Virou política de estado. O FNDE também divulgou, na semana, a compra de 6,6 milhões de livros para complementar os didáticos das primeiras séries do Ensino Fundamental.
Já está em fase de finalização a produção do documentário O Semeador de Livros, que mostra a saga do editor e livreiro potiguar José Xavier Cortez. O média-metragem colheu depoimentos, gravou imagens e já captou patrocínios. A fita, que sai em dezembro, é uma justa homenagem a um dos mais simpáticos homens do livro no País. E que, além de vender, tem muita boa história pra contar.
Um entre cada três leitores já ouviu um audiolivro e gostou. A grande maioria, entretanto, ainda não conhece um. A boa notícia para editores e autores que estão animados a navegar por essa seara é que não houve nenhum caso de leitor que ouviu e não gostou. Este é o resultado da enquete da quinzena, realizada entre os leitores do Blog.
Ler é imprescindível A leitura e a escrita são imprescindíveis para a formação do indivíduo. Elas elevam a alma, produzem sentidos, emoções, ajudam na leitura do mundo, desenvolvem capacidades, habilidades, mesmo em outras áreas do conhecimento. Portanto, acredito que, ao ensinar, aprendemos. E, aprendendo, é só começar.
Marisa Santos, professora e poetisa, São Paulo (SP)
No programete Você é o Escritor! da semana, a menina Giovanna Brunini, de 7 anos, criou um final bastante original para meu livro O Menino Que Sonhava de Olhos Abertos, um projeto bem legal da Fundação Palavra Mágica para estimular todo mundo a ler um mesmo livro e inventar um fim diferente para a história. O urbanista José Antonio Lanchoti diz o que deve ser feito para o sonho dela tornar-se real. Veja o vídeo.
Alguns temas postados no blog ou que circularam na última edição da newsletter do blog repercutiram, nos últimos dias, nas principais publicações do mundo do livro. Notas sobre o lançamento dos planos estaduais e municipais do livro e leitura, em Brasília, sobre o PL do senador Neuto de Conto (PMDB-SC) que cria o Fundo Nacional de Apoio a Bibliotecas, e sobre a iniciativa do portal www.livrosdefutebol.com, com "livros para degustar", ganharam destaque. Uma nota sobre a feira inédita para o livro indígena também foi notícia.
Um entre cada três leitores brasileiros aponta o professor como aquele que mais o influenciou a desenvolver o gosto pela leitura. O professor aparece coladinho com a família, um pouco atrás da mãe, um pouco à frente do pai. Uma saudação especial neste 15 de outubro, Dia do Professor, a este que é um dos mais importantes agentes mediadores da leitura no Brasil.
O jornal literário Linguagem Viva acaba de completar 20 anos de funcionamento ininterruptos. Com uma edição impressa e outra on-line, a publicação tem uma bela folha de serviços prestados à causa da leitura e, particularmente, à literatura no Brasil.
O menino maluquinho por livros Blog Perspectiva Porto Alegre / 2007
Ao fundo, percebem-se os estandes da Feira do Livro de Porto Alegre, enquanto Alan Walter, sentado no ponto de ônibus, espera, ansioso. Não o ônibus, mas o final da história escrita por Ziraldo. Olhos grudados no livro, Alan não se liga mais ao mundo de fora. Está do lado de dentro das páginas de O Menino Maluquinho. Quando sair, será um novo Alan, transformado. Mais menino, mais humano, mais maluquinho por livros.