Herança literária Foto de Monique Renne/Esp.CB/D.A Press Local: Brasília (DF)
Falecido em outubro de 2007, aos 86 anos, o poeta Cassiano Nunes, o simpático senhor perdido entre os livros da imagem ao lado, tem o futuro das obras de seu acervo garantido. É que o tesouro que ele mantinha em casa, formado por 14 mil livros, foi enviado à Universidade de Brasília (UnB). Composta basicamente de literatura do século 20, a biblioteca de Cassiano tem preciosidades como inúmeros livros em suas primeiras edições e exemplares autografados por Manoel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, entre outros nomes importantes.
O grande drible Foto de Carlinhos Local: São Paulo (SP)
Bem que a imagem ao lado poderia ser usada para ilustrar alguma idéia sobre o papel dos livros no imaginário coletivo. Sobre o que significam esses calhamaços de papéis e idéias para os jovens brasileiros. Principalmente se comparados ao papel que uma bola de futebol representa nas perspectivas de vida deles. Mas o desenho do menino equilibrista foi publicado junto a um texto do jornalista Matthew Shirts no jornal O Estado de S. Paulo. A crônica fala do livro Veneno Remédio, de José Miguel Wisnik. Segundo o texto, uma partida de futebol nunca mais será assistida com os mesmos olhos depois que a obra for lida. "Veneno Remédio discute, ao fim, como o futebol pode contribuir para o entendimento da cultura brasileira, nas suas linhas gerais", diz.
De trilhos e idéias Foto de Elza Fiúza/Agência Brasil Local: Taguatinga (DF)
Entre uma viagem e outra, um momento para se conhecer novos mundos. Assim, graças a mais uma iniciativa que decidiu levar o mundo dos livros para o interior de uma estação de metrô, mais pessoas têm sucumbido aos encantos de um momento de leitura. A qualquer hora do dia, a caminho de casa, do trabalho. Há sempre um bom motivo para se conhecer uma nova história. Às vésperas do seu aniversário de 50 anos, Taguatinga foi mais uma cidade do Distrito Federal a ganhar de presente o espaço Cultural Mala do Livro. A iniciativa coloca a disposição da população um acervo literário variado com o objetivo de estimular a leitura e a mudança cultural. Os próprios usuários são os fiscais, mantenedores e alimentadores do projeto.
Que cachorro, que nada! O melhor amigo do homem é o livro. Pelo menos é isso que proclama a imagem ao lado, parte de uma antiga campanha do Consejo Nacional para la Cultura y las Artes mexicano. Se depender do que ensina o sorridente garoto, adotar um livro é o melhor caminho para quem busca companhia. Além de ser um caminho sem volta para um mundo de imaginação e conhecimento.
A família em torno dos livros Imagem de Ziraldo Local: Brasília (DF)
Nenhuma criança brasileira vai crescer sem saber ler! Ou sem gostar de ler! A promessa, gravada em letras garrafais na imagem ao lado, vem logo na capa de uma cartilha lançada pelo Ministério da Educação (MEC). O material, ilustrado pelo cartunista Ziraldo, tem linguagem simples e direta e convoca as famílias a se envolver na educação das crianças. Entre as dicas que ela traz, diz que antes de aprender qualquer outra coisa nossas crianças devem aprender a ler, escrever e contar. E que os pais podem participar com dicas para que elas aprendam a gostar de ler. E também lendo para e com os seus filhos. As cartilhas serão distribuídas a famílias de todo o país.
Reinações da infância Foto de Marizilda Cruppe Local: Rio de Janeiro (RJ)
Na fotografia ao lado, uma criança lê no Salão do Livro para Crianças e Jovens, no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, em 2006. A imagem ilustrou a reportagem publicada em O Globo, no caderno Prosa & Verso, sobre os resultados da pesquisa Retratos da Leitura. O jornal destacou que, de acordo com o levantamento, a leitura se restringe sobretudo ao período escolar. E que Monteiro Lobato, o autor de Reinações de Narizinho, é o escritor mais admirado pelos brasileiros.
Dias de livros Foto de Reprodução Local: Rio de Janeiro (RJ)
Em pleno feriado de Corpus Christi, muitos pequenos e jovens cariocas resolveram fazer uma viagem especial. Tudo por causa da oportunidade de conhecer mundos diferentes, todos abertos pelas páginas dos livros, aos quais eles têm acesso no Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens. Em sua 10ª edição, o evento é considerado o mais importante do ramo no Brasil. Depois de percorrerem os dois mil metros dedicados à leitura em pleno Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, as crianças da foto tiveram a chance de levar uma obra para casa. O salão vai até o dia 1/6.
Letras iluminadas Foto de Jairo Silva Local: Paranã (TO)
Para quem descobre os encantos que um livro aberto é capaz de despertar, a leitura é um caminho sem volta. Aquele imenso universo revelado sob os olhos, na forma de um amontoado de letras e muita imaginação, deixou encantados os personagens da imagem ao lado, no interior do Tocantins. Sem nunca terem conhecido uma biblioteca, eles tiveram acesso aos livros em uma iniciativa do projeto Letras de Luz, uma parceria da Fundação Victor Civita com a Energias do Brasil.
Tributo ao livro Foto de Revista Nova Escola Local: Fundação Victor Civita
O sumo prazer humano Sente o ser que é seduzido Não apenas pela leitura Mas, sobretudo, pelo livro Porque o livro é o corpo E a leitura, o espírito...
Os versos acima, batizados de Tributo ao Livro, são do pernambucano Bruno Bezerra. Uma verdadeira declaração de amor à leitura. A bela imagem ao lado, onde uma garota viaja nas asas da imaginação que só um livro é capaz de despertar, ilustra a capa de uma edição especial da revista Nova Escola inteiramente dedicada à leitura.
Soterrado por livros Foto de David Dalla Venezia Local: França
A imagem ao lado é a reprodução de um trabalho do artista francês David Dalla Venezia. Na tela, pintada em 2007, a exemplo do que acontece em grande parte de suas obras, o pintor reproduz a si mesmo. "É verdade que eles são retratos meus. Porém, por serem retratos de um homem, eles são também retratos de todo homem. O que eu revelo sobre mim é comum a todos; o que eu omito é o que me diferencia deles", diz em sua página na internet. Na certa, para Venezia, todos os homens gostariam de ser vítimas de um deslizamento de livros.
Ao alcance dos leitores Foto de Marcello Casal Junior/Agência Brasil Local: Brasília (DF)
Há um ano, os livros se transformaram em marca registrada de 30 paradas de ônibus da avenida W3 Norte, em Brasília. Foi quando a organização não-governamental (ONG) T-Bone instalou estantes que funcionam como bibliotecas populares nos pontos. Nesta quarta-feira (23/4), nas comemorações pelo Dia Mundial do Livro, elas ganharam mais volume e substância. Isso porque a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) doou 800 publicações para o projeto. O leitor da imagem ao lado é Luiz Amorim, fundador da ONG e idealizador do Parada Cultural.
De carona com os livros Enviado por: Alexandre Malvestio
Nas prateleiras infantis das melhores livrarias, é cada vez maior o número de obras com atividades para os pequenos que ainda estão aprendendo a ler. A imagem ao lado, onde uma criança pega carona no mundo encantado que se abre com um livro, foi publicada em uma reportagem da revista Época - disponível na seção Notícias Interessantes, aqui no blog - com dicas sobre obras que trazem histórias, charadas, fatos históricos, folclore, experiências científicas e brincadeiras que são ótimas pedidas para aqueles que precisam de um incentivo a mais para ler.
Sensações de leitura Local: Belém (PA) Enviado por: Galeno Amorim
A imagem ao lado, onde os livros ganham vida própria e transmitem sensações, foi publicada no blog Overmundo para ilustrar o texto Quem saber ler?, sobre fatores para a criação de leitores. O artigo argumenta que no atual estágio de mercantilização e anestesia em que a sociedade brasileira se encontra parece ser impossível colocar o livro em um lugar de destaque no imaginário nacional. Também diz que, assim, não se pode fazer com que as famílias se tornem famílias de leitores. "Os leitores não lêem só para aprender. Em primeiro lugar, lêem para se comover, para rir, chorar, vibrar, sentir. É daí que vem o gosto, que nunca mais se abandona. Aprender algo, ou não, é coisa secundária", proclama o blog.
O leitor entre livros Foto de Mônica Imbuzeim Local: Rio de Janeiro (RJ) Enviado por: Alexandre Malvestio
A imagem ao lado, onde um leitor desfruta de um livro em meio a tantos outros deles, espalhados nas prateleiras de um sebo qualquer, ilustrou o belo texto assinado pelo editor Fernando Paixão sobre os desafios do mercado editorial, publicado em O Globo. No trabalho, reproduzido aqui na seção Leitura Crítica, o autor observa que o que está em jogo no debate da questão é "uma parcela do imaginário brasileiro que repousa e sobrevive nas páginas impressas". Afundado na velha poltrona do sebo, o leitor da foto está, no exato momento em que a imagem foi realizada, cuidando do seu imaginário que vive e perambula nas páginas dos livros.
A companhia dos livros Local: Espanha Enviado por: Alexandre Malvestio
Certos de que o corpo e a mente estão muitos associados, com o passar dos anos os idosos têm aproveitado o avanço das tecnologias na área da saúde para manter ambos em atividade. Quando atingem o crepúsculo da vida, muitos deles buscam a companhia das letras. Como o blog já destacou anteriormente, um estudo sobre comportamento e preferências desse grupo no Brasil, encomendado pela Fundação Perseu Abramo e pelo Sesc, revelou, no ano passado, que um entre cada quatro idosos brasileiros tem os livros como sua principal fonte de lazer. E eles só não lêem mais porque isso é impossível para a maior parte deles. Afinal, metade são analfabetos funcionais e outros 23% não sabem ler e escrever. A bela imagem ao lado, publicada pelo blog espanhol ConValor, traduz bem esse momento em que a solidão da vida é vencida pelo encontro com os livros.